As informações são do “Boletim Epidemiológico Meningite 2019”, da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa)

meningite já fez duas vítimas fatais no Ceará, em 2019, de acordo com o “Boletim Epidemiológico Meningite” da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa). Um adulto (entre 40 e 49 anos) e uma criança (entre cinco e nove anos) faleceram por conta do doença. Além dos óbitos, foram 52 casos da doença foram confirmados neste ano, até o dia 22 março.

A Sesa alerta que “os principais sintomas de meningite são febre alta repentina, dor de cabeça e na nuca, rigidez no pescoço e vômito. Também podem aparecer convulsões, sonolência, fotossensibilidade, falta de apetite e manchas ou rachaduras na pele. Bebês recém-nascidos podem apresentar ainda moleira elevada e inquietação”.

Em comparação com igual período do ano passado, o Ceará registrou uma queda de 47% nos casos de meningite. Em 2018, foram notificados 99 casos da doença — além de dez óbitos (qualificando uma redução de 80% das mortes em comparação com 2019).

A doença

A Sesa explica que “a meningite é uma inflamação das membranasque recobrem o cérebro. Pode ser causada por fungo e vírus, geralmente em casos menos graves. Também pode ser transmitida por bactéria, que apresenta quadros mais graves e com maior risco de óbito ou sequelas, como convulsões, surdez, perda de memória, falência nos rins, AVC e outros danos cerebrais”.

“As meningites de origem infecciosa, principalmente as causadas por bactérias e vírus, são as mais importantes do ponto de vista da Saúde Pública, pela magnitude de sua ocorrência, pelo potencial de produzir surtos e por sua letalidade. No Brasil, as meningites infecciosas, em especial a Doença Meningocócica (DM), apresentam comportamento endêmico”, complementa o boletim epidemiológico.

Sintomas

A Sesa alerta que ao surgirem os primeiros sintomas, deve-se procurar o posto de saúde mais próximo. Confirmada a doença, o paciente é encaminhado para uma unidade hospitalar de referência. O Hospital São José, em Fortaleza, é uma unidade terciária da rede pública do Governo do Ceará. É referência em diagnóstico e tratamento de doenças infectocontagiosas.

Pedro Silva (nome fictício, pois preferiu não se identificar devido ao estigma que existe em relação à doença) foi diagnosticado com meningite aos dois anos de idade, e revela a importância do acompanhamento médico. “Até hoje, tomo medicamentos para evitar convulsões. A minha qualidade de vida é boa porque sigo direitinho a orientação do médico. Mas poderia ter sido pior, eu poderia ter morrido. Por isso, não descuido da vacinação das minhas três netas. Todas estão com o calendário das vacinas em dia”, diz o comerciante”.

transmissão acontece através de secreções respiratórias e da saliva. A meningite pode evoluir rapidamente, principalmente entre crianças e adolescentes. “Nesse período do ano é bom evitar aglomerações em ambientes fechados, pois o risco de transmissão aumenta por conta do contato mais próximo”, reforça o infectologista Robério Leite.

Prevenção

A vacinação é a melhor forma de prevenção. Se o indivíduo é vacinado se protege e ainda protege outras pessoas, pois não se torna portador da doença e não transmite”, afirma Robério Leite, infectologista pediátrico do Hospital São José (HSJ), do Governo do Ceará.

A primeira vacina contra a meningite é logo ao nascer. E desde o ano passado, a faixa etária de imunização contra a Meningite C foi ampliada. A cobertura vacinal passou a contemplar também adolescentes de 11 a 14 anos de idade. Além da vacinação, seguir algumas medidas básicas ajudam a prevenir a doença como lavar bem as mãos, principalmente antes de preparar alimentos.

O governo estadual informa também que “a meningite é uma doença prevenível”. E a melhor forma de se proteger dessa enfermidade é manter a caderneta de vacinação em dia. “Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, há quatro vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) que protegem contra a meningite: BCG, Pentavalente, Pneumocócica 10 valente e Meningocócica C”, complementa a Sesa.

Via Diário do Nordeste

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Jornalista Ricardo Cavalcante

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