O tradicional forró nordestino pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Pelo menos é o que equipes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro (Iphan) e pesquisadores estão investigando a partir das origens da expressão artística.

O resultado só deve sair em meados de 2020, em um dossiê dossiê de registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

Forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, dançarinos, gestores públicos e culturais, produtores de todo o Brasil se reuniram nesta última semana no primeiro Seminário sobre o assunto, marcando o início da pesquisa.

“É necessário viver o que é o forró”, diz o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, em entrevista ao Diário de Pernambuco.

“O que motivou o registro inicialmente foi o receio da apropriação. Outros gêneros se inspiram no forró e os grandes mestres acabam ficando em segundo plano. Tendem ao esquecimento”, explica.

Registro das Matrizes Tradicionais do Forró

Em setembro de 2011, a Associação Cultural Balaio do Nordeste encaminhou ao Iphan o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então o Instituto buscou, em parceria com a Associação, o Fórum Nacional Forró de Raiz e outras instituições parceiras, incentivar encontros, fóruns e audiências públicas para discutir o processo de reconhecimento, abordando os potenciais, significados e limites da política de Patrimônio Cultural. As diretrizes apontadas no Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró, ocorrido em João Pessoa (PB) em setembro de 2015, são o fundamento para a pesquisa a ser realizada pela Associação Respeita Januário em cooperação com o Iphan. Confira a entrevista com a presidente da Associação Cultural Balaio do Nordeste, Joana Alves.

Formas de expressão como Patrimônio imaterial

Para que um bem seja registrado pelo Iphan, é necessário possuir relevância para a memória nacional, continuidade histórica e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. Entre os patrimônios imateriais inscritos no Livro do Registro das Formas de Expressão estão as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o Tambor de Crioula do Maranhão, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e o Frevo.

Por Alana Soares/Agência Miséria
Miséria.com.br

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