Após investigação do Ministério Público Federal, 46 peças de fósseis retiradas ilegalmente da Chapada do Araripe retornarão ao Ceará, mais especificamente à Universidade Regional do Cariri, em Crato.

Estimados em R$ 2,5 milhões, as peças de milhares de anos eram comercializadas de maneira ilegal por uma empresa francesa na internet.

São fósseis de pterossauros, tartarugas marinhas, aracnídeos, peixes, répteis, insetos e plantas de grande valor científico para a pesquisa e entendimento do passado, da formação das espécies e da origem da vida.

Para o paleontólogo Álamo Feitosa, da Universidade Regional do Cariri, o retorno dessas peças ao Cariri se faz urgente e o instituto busca apoio financeiro para bancar os custos de translado da França ao Brasil.

Essa não é a primeira vez que autoridades brasileiras e a comunidade científica identificam peças do patrimônio nacional sendo comercializado em terras estrangeiras.

Em 2000, a Polícia Federal apreendeu cerca de 20 mil fósseis da Bacia do Araripe que seriam vendidos ilegalmente na Europa. Em 2014, um fóssil de pterossauro de 120 milhões de anos estava sendo comercializado por R$ 600 mil em uma loja de leilões do eBay.

Ainda existem quatro processos de repatriamento em espera, sendo na França, Japão, Estados Unidos e Alemanha.

Extraídas e traficadas diretamente da Bacia Sedimentar do Araripe, os fósseis são objetos de desejo para Museus particulares e colecionadores ao redor do mundo. Sua comercialização é ilegal no Brasil.

Por Alana Soares/ Agência Miséria
Miséria.com.br

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