Buscando aumentar o espaço para tráfego de pedestres, além de evitar que motoristas estacionem em esquinas, o projeto Esquina Segura deve alargar calçadas com faixas na cor verde em cinco pontos de Fortaleza até setembro deste ano. No momento, as faixas funcionam em um período de adaptação mas a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) prevê multa de R$ 195,23 para quem desrespeitar os trechos exclusivos para pedestres, ainda sem data divulgada para o início da taxação.

As ruas Barbosa de Freitas e Marcos Macêdo, na Aldeota, foram as primeiras a receber o equipamento. “A legislação de trânsito já prevê isto desde o surgimento do código de trânsito e já é adotado em várias cidades do mundo e do país”, destaca André Luís Barcelos, assessor técnico da AMC.

Entre os pontos que já contam com as faixas exclusivas estão os cruzamentos das ruas Oswaldo Cruz e Maria Tomásia e da Monsenhor Catão e Marcos Macêdo. A intervenção já está em andamento também em diversos pontos no Benfica, como na rua Paulino Nogueira.

Entre os benefícios, uma pesquisa realizada entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a AMC aponta que o projeto Esquina Segura, desde março de 2017, conseguiu reduzir em 61% o número de acidentes com vítimas nos locais onde houve intervenção.

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Outro quatro pontos devem receber alargamento de calçadas para pedestres.Helene Santos

As multas, para quem estacionar na faixa, são de R$ 195,23 para quem passar por cima do trecho exclusivo. No entanto, ainda não estão sendo aplicadas penalidades neste momento. “É um período de educação onde o nosso grande objetivo é fazer com que a população se acostume com esse tipo de intervenção”, explica André Luis que ressalta  que todos na cidade são usuários das calçadas.

Quem está nas ruas

A vendedora Beatriz Rayane, que está sempre caminhando pelas ruas da região, diz que os motoristas passaram a respeitar a faixa exclusiva e avalia como positiva a mudança. “Eu achei bom porque às vezes os carros passam direto e não param”. Ela destaca ainda que no local há um movimento forte por conta do comércio.

O taxista Adriano Andrade costuma ficar próximo do trecho onde o equipamento foi implantado e diz que os motoristas têm mais dificuldades. “A gente é obrigado a parar porque não vê o veículo que vem (do outro lado)”. Contudo, Adriano diz que implantação da faixa é importante. “Sem dúvida tem que ter por conta da segurança, principalmente, do pedestre”, pontua.

Segundo o assessor técnico da AMC, André Luis, as dimensões da faixa podem ser alteradas conforme análises. “Os raios de giro são avaliados e qualquer local que tenha essa dificuldade o traçado é refeito”, pontua.

Via Diário do Nordeste

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Jornalista Ricardo Cavalcante

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