Em meio a um racha no PSL, os deputados estaduais, André Fernandes e Delegado Cavalcante, entraram com um pedido junto ao diretório nacional para afastar o presidente do partido no Estado, deputado federal Heitor Freire. O dirigente chama o pedido de “má fé” e pede para que eles sigam o “caminho próprio”. A direção do partido avaliará punições para os dois.

Cavalcante e Fernandes expõem alguns fatos para o pedido. Eles convocaram uma coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (27), na Assembleia Legislativa, para dar mais explicações sobre o pedido. No documento enviado para a Executiva Nacional Eles destacam que a comissão provisória do PSL no Estado “não faz” reuniões deliberativas, “prolatando decisões sem o diálogo” com os filiados.

Comissões

Os parlamentares alegam que Freire nomeou membros para cargos no diretório estadual e nos municípios que não são filiados ao partido. Um deles seria Cristiano Azevedo Costa, motorista do presidente estadual. Eles citam também a nomeação de Leonardo David Pereira Freire, irmão de Heitor Freire.

Destituição

Outro fato exposto é a destituição de André Fernandes da presidência do PSL em Fortaleza. Apesar do deputado estadual ter pedido para sair do partido, sendo, portanto, destituído em seguida, os parlamentares afirmam que Heitor Freire “desrespeitou” o devido processo legal, dissolvendo a composição antes de ser implementado o prazo de vigência da comissão provisória.

Verba

Cavalcante e Fernandes afirmam, ainda, que as contas do partido foram rejeitadas pela Justiça Eleitoral e sofreu sanção neste ano. De acordo com decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), do último mês de abril, no exercício financeiro de 2014 foram comprovadas irregularidades com o Fundo Partidário. Na época, porém, Freire não era o presidente da legenda no Estado.

No entanto, para os correligionários, a gestão financeira e contábil do partido foi “negligenciada, uma vez que a presidência da comissão provisória estadual não diligenciou no sentido de promover medidas – inclusive judiciais – para fazer com que o responsável à época apresentasse explicações, documentos”.

Outro lado

Em nota, o presidente estadual do PSL, deputado federal Heitor Freire, chamou o pedido de “ingratidão” e disse que a “soberba subiu à cabeça” do Delegado Cavalcante e de André Fernandes e eles estão agindo de forma “insana”.

“André, um jovem que mal começou e passa longe de uma atitude de humildade para aprender, e o Cavalcante, que estava morto politicamente, adota essa postura lamentável e vergonhosa. Um homem experiente promovendo uma divisão inglória”.

Freire continua dizendo que o pedido para que ele saia do partido é “leviano” e se defende em relação aos problemas com as contas partidárias, que assumiu o partido numa situação de “calamidade”.

“Outro ponto que demonstra a má-fé nesse pedido é que o mesmo foi protocolado logo após eu determinar a implementação do programa de compliance e integridade partidária, programa este que não se tem notícia de implementação em nenhum outro partido”, argumenta.

Sobre a ausência dos correligionários no diretório estadual, Freire diz que Cavalcante seria vice estadual e André estava em Fortaleza.

“E mesmo assim agem como se eu fosse um ditador. André resolve trocar os pés pelas mãos e pede pra sair. Já Cavalcante, o tempo dirá que tipo de objetivo o motiva. Mas enfim, cada cabeça é um mundo e seguirei trabalhando. Que eles sigam seu caminho próprio”, finaliza.

Via Diário do Nordeste

Jornalista Ricardo Cavalcante
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