Primeiro a informação que a Caixa Econômica Federal havia destinado, em 2019, apenas 2,2% de todas as operações de empréstimos realizadas no País para o Nordeste, com base em levantamento do começo da semana do Estado de S. Paulo. Ontem o banco atualizou o dado e informou que celebrou com estados e municípios da Região 6,4% do total contratado, o equivalente a R$ 269 milhões. Por ser um percentual baixo e ainda com uma mexida para tentar aumentar os números, a repercussão foi bastante negativa.

Além disso, desde o início do ano, das 16 operações de crédito que a Caixa Econômica liberou na Região, nenhuma teve como destino o Ceará. Segundo a CEF informou, há 706 pedidos de operações em análise. Destes, apenas 54 são de estados do Nordeste, número de representa 7,6% das propostas.

Por parte de membros da bancada do Nordeste e cearense, as críticas foram várias. O deputado federal José Guimarães (PT) disse que considera uma falta de respeito com o Nordeste esse tratamento. “A falta de compromisso do governo Bolsonaro com a Região é revoltante. E os bancos públicos estão alheios à crise econômica que o País está vivendo. É inacreditável”.

Eduardo Bismarck (PDT) acrescentou que mais do que um “desprestígio”, parece que há um boicote com intenção de “prejudicar” a Região. “Esses empréstimos são de fundamental importância para o desenvolvimento”.

Já André Figueiredo (PDT) afirmou que essa movimentação do presidente da Caixa (Pedro Guimarães), “evidentemente seguindo ordens superiores”, “demonstra preconceito e retaliação contra uma região que é extremamente carente de investimentos”.

O presidente da Frente Parlamentar do Pacto Federativo, deputado Silvio Costa Filho (PRB-PE), disse que vai encaminhar um ofício para que o presidente da Caixa seja convidado a comparecer ao colegiado para discutir o repasse de empréstimos.

A visão dos congressistas é que os 6,4% emprestados ao Nordeste dos R$ 269 milhões aplicados em todo o Brasil são poucos. Em anos anteriores, a parcela foi bem maior. No ano passado, R$ 1,3 bilhão foram repassados, 21,6% do total. Em 2017, foi liberado R$ 1,3 bilhão, ou 18,6%. O levantamento foi feito com base nos números do próprio banco e do sistema do Tesouro Nacional.

Aécio Alves de Oliveira, economista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma que há indicação que evidencia uma conduta “vingativa”. “Essa é uma questão política muito séria e que extrapola qualquer avaliação econômica”.

Em Fortaleza participando de evento na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), a secretária nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional, Adriana Melo, não quis se aprofundar no tema, mas disse que irá levantar dados.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) avaliou que esse ataque contra a economia do Nordeste deve encontrar resistência tanto na Câmara quanto no Senado. “Isso reflete a falta de prioridade para o Nordeste que o governo tem dado”. Já o deputado federal Heitor Freire (PSL), em vídeo no Twitter, classificou a informação como fake news da “extrema-imprensa”.

Fonte: O Povo

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Jornalista Ricardo Cavalcante

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