A Praça Portugal foi, neste domingo (25), mais uma vez, palco de manifestações de movimentos de direita na capital cearense. Porém, apesar de pautas semelhantes entre os grupos, que se dividiam em dois trios elétricos (ambos pró-governo e tendo entre os principais alvos integrantes do Supremo Tribunal Federal), uma diferença tornava os atos distintos.

O mais numeroso trazia como reivindicações a instalação da CPI da “Lava Toga”, o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Gilmar Mendes, o veto integral do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao projeto de lei do abuso de autoridade e a rejeição à proposta de aumento no Fundo Especial de Financiamento de Campanha, chamado de “Fundão Eleitoral”. Já o outro grupo pedia o fechamento do STF e uma intervenção militar no Governo Federal, por iniciativa do próprio presidente.

“A gente acredita na democracia. Nós não acreditamos que a questão da intervenção seja o certo. A gente respeita, mas acredita que têm pautas mais importantes no momento, como o PL do abuso de autoridade, que foi votado na calada da noite na Câmara dos Deputados, e o aumento do Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão pra R$ 3,7 bilhões”, disse o jornalista Roberto Barros, integrante de um dos movimentos organizadores. 

Um dos divulgadores do ato nas redes sociais, o senador Eduardo Girão (Podemos) esteve presente na manifestação e fez críticas ao PL 7.596/17.

“A gente precisa avançar no combate à corrupção. A gente discutir um PL que tem muito mais itens de abuso de autoridade do que de combate à corrupção. Nós votamos contra o projeto neste ano, logo depois o presidente da Câmara dos Deputados resgatou um projeto que tinha sido debatido na legislatura anterior. Nós não concordamos, foi uma votação vergonhosa que aconteceu”, criticou Girão, que defendeu o veto integral de Jair Bolsonaro, por “coerência” com o que pregou na campanha.

Ainda no assunto combate à corrupção, o senador tratou como “preocupantes” as intervenções de Bolsonaro em órgãos federais com o objetivo de blindar o filho Flávio Bolsonaro (PSL) nas investigações do caso Queiroz. “Eu acredito nele, votei nele, mas que ele mostre agora, vai ser a prova dos nove. Se ele vetar integralmente, está mostrando que quer fortalecer a Lava Jato. Se ele repensar a questão do Coaf, que não deveria ter ido para o Banco Central. Não deve ser apêndice, o Coaf tem que estar fortalecido”, argumentou.

Público

A movimentação na Praça Portugal teve início por volta das 16h, reunindo algumas centenas de participantes, desta vez em menor número que nas manifestações pró-Governo anteriores. Não houve estimativa oficial de público.

Ao contrário de outros atos, os manifestantes não chegaram a ocupar a rotatória, se concentrando apenas no interior da Praça Portugal. Por volta das 18h, os manifestantes já haviam se dispersado nos arredores da praça.

Via Diário do Nordeste

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Jornalista Ricardo Cavalcante

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