O inquérito sobre o sumiço de Anderson Henrique da Silva Rodrigues, 20, segue pendente. Há três meses, a família do jovem convive com angústia de não saber exatamente o que houve, já que ele foi visto pela última vez no dia 11 de junho. Segundo testemunhas, na ocasião Anderson estava acompanhado de policiais militares, no bairro Zumbi, em Horizonte, onde fica sua residência.

No último dia que foi visto, moradores da vizinhança alegam que ouviram Anderson gritando por socorro, afirmando várias vezes: “eles vão me matar”. Desde então, o caso vem sendo acompanhado pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) e pelo Comando da Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE).

A CGD informou, em nota, que a Delegacia de Assuntos Internos (DAI) instaurou inquérito policial para apurar o caso. De acordo com a pasta, as investigações continuam no sentido não só de localizá-lo, mas esclarecer o caso. Além disso, o órgão determinou a instauração de procedimento disciplinar para apuração na seara administrativa.

Conforme a PM, no dia 11 de junho, por volta de 12h, uma composição policial do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) abordou Anderson, realizou busca minuciosa e, em razão de nada ilícito ter sido localizado com ele, houve a liberação do jovem no bairro Zumbi. Depois disso, os policiais teriam retornado ao patrulhamento de rotina.

Sem respostas

Após uma semana do desaparecimento de Anderson, Maria Cristiane da Silva Leitão, mãe, e Aline Sinara de Sousa, namorada da vítima, já acreditavam que o jovem estivesse morto. O único desejo era encontrar o corpo para dar um enterro digno. Contudo, após meses sem respostas, as mulheres não acreditam mais na chance de ter acesso ao restos mortais dele.

“Esse caso é perdido. Não acharam ele. Eu não acredito mais não, já faz tanto tempo. Quando tem polícia envolvida, eles matam e assim fica”, desabafa Aline Sinara.

Mais informações sobre o andamento da investigação não foram repassados pela CGD. “Em respeito à investigação sigilosa, o órgão não pode fornecer mais informações sobre os fatos”.

Via G1 Ce

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Jornalista Ricardo Cavalcante

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