Após 24 anos, uma argentina reencontrou sua filha que tinha sido sequestrada aos 4 anos de idade por traficantes de drogas devido a um ajuste de contas contra o avô da criança.

Marina Beatriz Aragunde postou no Facebook, em fevereiro, imagens da filha e depositou ali suas esperanças para reencontrá-la, mesmo após tantas tentativas por meio de redes de pessoas desaparecidas e buscas realizadas em várias localidades do país.

“Olá, filha. Quero que saiba que ainda estou procurando por você. Você foi tirada da minha vida quando tinha quatro anos. Agora você tem 28 anos. Você nasceu em 4 de janeiro de 1991 no Hospital Vélez Sarsfield. Você talvez se reconheça na foto que vou postar. Você se parece muito comigo e com seus tios. Seu nome verdadeiro é Marina Fernanda Aragunde e lhe chamavam de Culi. Esse era o seu apelido e sua tia Andrea é sua madrinha. Você a costumava chamar de Andy. O nome do seu pai é Fernando e de seu avô paterno, Horácio. Sua avó materna é Elsa, mas você dizia Mecha, e seu avô materno Jorge. Peço a Deus que esteja me procurando e tenha lembranças, porque é impossível que você esqueça. Você era muito atenta e com boa memória”, escreveu na rede social.

De fato, a jovem – que não via sua mãe biológica desde o dia 1º de fevereiro de 1995 – se reconheceu nas imagens e decidiu entrar em contato com ela. Agora, o que mais deseja é recuperar sua verdadeira identidade. Ela já entrou com o procedimento para pegar uma nova certidão de nascimento, com o nome Marina Fernanda Aragunde.

“É o principal direito de uma pessoa: nascer com o direito de saber quem é”, ressaltou, em entrevista à emissora argentina “Canal 3”.

Segundo Marina Fernanda, ela e sua filha de 13 anos passaram a receber ameaças da mesma facção que a sequestrou após o reencontro com a mãe biológica, que ocorreu no início de abril.

“Estou com medo. Muito. Mas o medo não vai me parar”, afirmou.

A história só veio à tona, porém, nesta sexta-feira, segundo a imprensa argentina, depois que ela decidiu comentar publicamente sobre o que lhe ocorrera.

“Eles me sequestraram e me venderam. Uma identidade falsa foi comprada em Mar del Plata. Foi um ajuste de contas entre meu avô paterno e as pessoas que me sequestram e me venderam. Era para machucar meu avô, mas eles não viram que atingiram minha mãe com tudo isso”, relatou Marina Fernanda.

Fonte: Extra

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Jornalista Ricardo Cavalcante

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