O comerciante João André Uchôa Gomes, 40 anos, afetado pelo desabamento do Edifício Andrea na última terça-feira (15), retoma aos poucos as atividades com o auxílio de voluntários. No dia da tragédia, ele estava no Mercadinho Bom Jesus, atingido pelos escombros, e conseguiu escapar pelo segundo andar do prédio quando se deu conta do que estava acontecendo. A partir desta segunda-feira (21), o sobrevivente vai retomar as atividades em um ponto localizado na Rua Tomás Acioli, a algumas quadras de onde tudo aconteceu.

André não terá despesas com o novo lugar de trabalho neste primeiro mês. “Antes de eu começar a trabalhar ali no Bom Jesus, eu já tinha contato com essa pessoa que vai me ajudar agora com esse ponto, porque eu cogitei abrir o meu negócio lá. Aí depois que isso aconteceu, eu fui atrás e ela disse que ia me ajudar”, conta. Além do aluguel abonado, o comerciante também recebeu doações de água e demais materiais de consumo com os quais já trabalhava.

O sobrevivente observa o trabalho de retirada dos destroços do Edifício Andrea na manhã deste domingo (20) FOTO: THIAGO GADELHA

O funcionário público Daniel Serpa, um dos voluntários que está desde terça-feira (15) auxiliando nesse processo, afirma que 50% das doações da sociedade recebidas no ponto de apoio montado próximo ao desabamento foram direcionadas para André. “Os outros 50% nós estamos vendo com as demais famílias afetadas. Algumas querem, outras não”, explica ele.

Comerciante recuperou documentos em meio aos escombros

Na manhã deste domingo (20), André chegou a entrar no perímetro isolado para a retirada dos escombros, e, acompanhado pela esposa e por alguns trabalhadores da Defesa Civil, conseguiu recuperar parte dos documentos que ficaram no Mercadinho Bom Jesus. “Peguei duas carteiras de trabalho, identidade, CPF, documento da moto e umas roupas. Mas tá tudo quebrado, tem só a parede de cima, que pode arriar a qualquer hora”, observa.

O comerciante ficou por cerca de 30 minutos no local. “Tava correndo risco, por isso não deixaram a gente ficar muito tempo”, revela. Um representante da Defesa Civil que estava no ambiente no momento da retirada afirma, porém, que o comerciante e a esposa “estavam seguros”, apenas orientando o motorista da retroescavadeira a trazer os documentos junto aos escombros.

Ainda visivelmente abalado com a situação, André encontra na solidariedade de amigos e desconhecidos forças para continuar. “Agora é pagar essas contas, que todo mundo têm todos os meses, e continuar a vida, se Deus quiser”, conclui.

Diário do Nordeste

Por Redação
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