No Ceará, o aposentado Agostinho Jorge de Souza, de 103 anos, precisou aguardar 15 dias para receber, em sua residência, a vacina contra a gripe A H1N1. Seu genro, Kleber Lima, 51 anos, realizou duas solicitações para atendimento domiciliar, nos dias 23 e 28 de março, por meio do sistema divulgado pela Prefeitura de Fortaleza. Somente nesta terça-feira (7), a equipe de vacinação chegou em sua residência.

Em Fortaleza, a campanha nacional de vacinação contra a gripe H1N1 teve início no dia 23 de março e prossegue até 23 de maio. A primeira fase tem foco em pessoas acima de 60 anos e busca facilitar o diagnóstico de possíveis casos de coronavírus. Idosos com idade entre 60 e 79 anos que estejam acamados e aqueles com mais de 80 anos têm direito a atendimento domiciliar.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) declarou que as vacinações em domicílio não são organizadas com critérios de idade, mas de georreferenciamento, considerando endereços, tempo e distância. Até o momento, o atendimento em domicílio já foi realizado para 25.075 idosos entre 60 e 79 anos, que estejam acamados, e para aqueles com idade acima de 80 anos.

“A família toda ficava em uma angústia só, porque todos os dias a gente acordava com a expectativa de vir alguém vacinar e nunca acontecia”, diz Kleber, sobre o caso do genro de 103 anos.

Espera

Para a aposentada Maria Amélia Cavalcante Freire, 92 anos, a espera pela vacinação domiciliar segue há mais de duas semanas. Sua filha, a fisioterapeuta Cristina Maria, solicitou a vacina em casa ainda nos primeiros dias da campanha, mas até esta terça não teve retorno.

“O que eu fico pensando é que essa dificuldade (de ser vacinada) pode acarretar problema, né? Porque você sabe que a gripe não brinca. Eu fico aqui preocupada, assombrada, mas continuo esperando, porque ir ao posto é pior. Não é para sair de casa, então, o jeito que tem é aguardar”, pontua Amélia.

Campanha

A segunda fase da campanha de vacinação está prevista para começar no dia 16 de abril e irá contemplar doentes crônicos, profissionais da área de segurança e salvamento, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.

Via G1 Ce

Jornalista Ricardo Cavalcante
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