Conviver com uma pessoa nem sempre significa conhecer todas as dificuldades que ela enfrentou. Distúrbios mentais como depressão e tristeza não têm rosto, nem nome, e podem levar a uma ação extrema: a de tirar a própria vida. Em meio ao período de isolamento e distanciamento social, 2.500 pediram atendimento psicológico na plataforma Plantão Coronavírus, do Governo do Ceará. 

“Eu já temia a possibilidade de que pessoas com depressão e/ou ansiedade potencializada, no confinamento, sendo bombardeadas com notícias ruins e a má utilização da ansiedade, poderiam piorar o quadro depressivo ou chegar nele; e ter um aumento no número de suicídios. Tomando ciência do ocorrido, reuni o meu grupo de pesquisa para tentarmos contribuir de alguma maneira para que isso não eleve mais ainda o número de mortos por causa do coronavírus, seja diretamente ou indiretamente”, explica o neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu. 

Entre janeiro e julho deste ano, o sofrimento psíquico levou 306 cearenses a cometerem suicídio no período, um caso a cada 24 horas. No ano passado foram 42 casos a mais. Outra base de dados, o Sistema de Informações sobre Mortalidade, mostra que maio foi o mês com mais ocorrências: 50 mortes. Abril e março tiveram 49 e 44 casos, respectivamente. 

“Pessoas com uma ansiedade potencializada e contínua podem entrar em depressão, e pessoas em depressão têm maior risco de suicídio. O risco é maior na vigência da doença e de comorbidades. Estamos imersos num cenário de incertezas e elas geram medos e angústias. É importante cuidar do equilíbrio emocional a fim de evitar ações definitivas para problemas transitórios. O suicídio não é solução; e sim mais um problema de saúde pública a ser tratado”, completa o especialista. 

A psicóloga Elisângela Lima explica que o suicídio não deve ser espetacularizado e é por isso que os casos não se transformam em notícia e nem devem ser compartilhados. Mas é necessário conversar sobre o assunto porque a depressão é um mal silencioso. 

Em Fortaleza, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) prestam suporte para os pacientes mentais. O serviço sofreu alterações no primeiro semestre, em razão da pandemia de Coronavírus, mas retornou nesta semana. Confira endereços: 

1
CAPS GERAL – Dr. Nilson de Moura Fé – Regional II
Rua Pinto Madeira , 1550,
ALDEOTA 60150-055

2
CAPS AD – Centro
Rua Dona Leopoldina, 08,
CENTRO 60110-000

3
CAPS AD – Regional I
Av. Monsenhor Hélio Campos, ,
CRISTO REDENTOR 60336-800

4
CAPS GERAL – Regional IV
Av. Borges de Melo , 201,
JARDIM AMÉRICA 60415-510

5
CAPS GERAL – Nise da Silveira – Regional I
Rua Antônio drumond, 808,
MONTE CASTELO 60325-588

6
CAPS AD – Regional II
Rua Julio Azevedo , 1176,
PAPICU 60175-782

7
CAPS INFANTIL – Estudante Nogueira Jucá – Regional III
Rua Cruz Saldanha , 485,
PARQUELÂNDIA 60450-340

8
CAPS AD – Regional III
Rua Frei Marcelino , 1191,
RODOLFO TEÓFILO 60431-004

9
CAPS GERAL – Prof. Frota Pinto – Regional III
Rua Francisco Pedro, 1269,
RODOLFO TEÓFILO 60430-357

10
CAPS INFANTIL – Maria Ileuda Verçosa – Regional VI
Rua Virgílio Paes , 2500,
CIDADE DOS FUNCIONÁRIOS 60822-465

11
CAPS AD – Casa da Liberdade – Regional VI
Rua Salvador Correia de Sá, 1296,
SAPIRANGA 60833-183

12
CAPS GERAL – Regional VI
Rua Manoel Castelo Branco , 200,
MESSEJANA 60843-010

13
CAPS GERAL – REGIONAL V
Rua Bom Jesus , 940,
BOM JARDIM 60543-365

14
CAPS AD – Regional V
Rua Antônio Nery, ,
GRANJA PORTUGAL 60545-231

15
CAPS AD – Alto da Coruja – Regional IV
rua Betel , 1826,
ITAPERI 60714-230

Via Cnews

Jornalista Ricardo Cavalcante
Siga-me

Comentários no Facebook