O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantil de Juazeiro do Norte sofreu ação de furto e destruição de equipamentos, material de terapia, de higiene e alimentos. Ao chegar para trabalhar por volta das 7h30, a coordenadora percebeu a destruição da unidade, convocou a Polícia Militar e outros servidores, que foram chegando em seguida.

 

 

No fim da manhã de hoje (28), a coordenadora, Ivonete Sampaio, registrou boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil e estima prejuízo em torno de R$ 10 mil. “Furtaram uma Smart TV, dois roteadores e um monitor de computador”, contou. “Destruíram material para terapia ocupacional – massas, tintas, areia especial, pinceis e papéis”. Peças para uso em terapia ABA também foram depredadas. A Polícia Civil informou que vai investigar o caso, após o BO passar por triagem.

Para Ivonete Sampaio, a ação de vandalismo destruiu o sonho dos funcionários de deixar a unidade em condições adequadas de atendimento a 964 crianças. “Estou com o coração dilacerado, muito triste”, revelou em meio a uma crise de choro. “São crianças especiais, de famílias pobres, que precisam do atendimento psiquiátrico, psicológico e de terapia”.

O Caps infantil é o único do Cariri que presta atendimento especializado para crianças com autismo, déficit de atenção e hiperatividade, esquizofrenia e outros distúrbios psicológicos.

A unidade funciona no bairro Lagoa Seca e não dispõe de vigia e nem de equipamentos de segurança – grades de ferro, cerca elétrica e câmeras de videomonitoramento.

Os invasores entraram por uma porta de madeira, que foi arrombada, nos fundos do imóvel. Vizinhos não ouviram barulho. A coordenação suspeita que o crime ocorreu na madrugada deste domingo, pois havia álcool em gel e tintas frescas ainda sobre o chão.

O fim de semana foi prolongado com o feriado de Natal (25), na última sexta-feira. “Pode ter sido um ato de revolta, com furto”, pontuou Ivonete Sampaio. “Fizeram cruzes no chão com fitas adesivas e derramaram açúcar, café, macarrão e arroz na cozinha, deixaram todas as salas reviradas e rasgaram a maca de atendimento médico”.

Via Diário do Nordeste

Jornalista Ricardo Cavalcante
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