O Ministério da Saúde assinou, nesta sexta-feira (12), contrato para receber 10 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 Sputnik V. O imunizante será exportado da Rússia pelo laboratório privado União Química.

No cronograma divulgado pelo ministério, está prevista a chegada ao Brasil das primeiras 400 mil doses até o fim de abril. Outros 2 milhões devem desembarcar no País no fim de maio e mais 7,6 milhões em junho.

A autorização para a compra da vacina já havia sido publicada em 20 de fevereiro e houve empenho (ato que antecede o pagamento) de R$ 693,6 milhões. Cada dose custou cerca de US$ 12.

Sem autorização da Anvisa

A vacina russa já está sendo aplicada em outros países da América do Sul, como na Argentina, mas ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usada no Brasil. Segundo informou a pasta, o pagamento só será feito após a agência reguladora certificar o imunizante.

Ainda nesta sexta-feira, a Anvisa informou que ainda aguarda dados de segurança e eficácia da vacina, além do pedido da União Química, para começar a análise de uso da Sputnik V.

Segundo um artigo publicado pela revista científica The Lancet, a taxa de eficácia do imunizante é de 91,6%.

A União Química também planeja produzir doses da vacina no Brasil, mas ainda não há certificação de sua fábrica para isso. No total, a ideia da empresa é entregar 150 milhões de unidades no ano.

O ministério disse que irá avaliar nas próximas semanas se fecha novo contrato com a farmacêutica para compra das doses que devem ser produzidas no Brasil.

Consórcio Nordeste

Governadores do Consórcio Nordeste também negociam a compra do imunizante russo. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), Pazuello se comprometeu a fazer a compra de mais 39 milhões de doses da Sputnik V, o que acabaria com a necessidade de compra pelo consórcio. O Ministério da Saúde, porém, não confirma ainda esta nova aquisição.

Fonte: Diário do Nordeste

Jornalista Ricardo Cavalcante
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