Dois jovens foram presos na manhã desta quarta-feira por crimes distintos de tortura e assalto em Aurora. Policiais civis de Aurora, Brejo Santo, Penaforte, Juazeiro e Ipaumirim cumpriram mandados de prisões e buscas e apreensões dentro da “Operação Cruciatu”. O primeiro a ser preso foi o secretário adjunto de obras de Aurora, Francisco Tavares de Oliveira Neto, de 25 anos, o “Chico Neto”, que estava em casa onde foram apreendidos um Chevrolet Cruze de cor cinza, celulares e outros objetos.

Contra ele foi cumprido mandado de prisão preventiva expedido dia 31 de março para responder por crime de tortura praticado no último dia 10 de outubro em Aurora. O delegado de Aurora e Barro, Paulo Hernesto Pereira Tavares, coordenou a operação e informou que as investigações terão prosseguimento. Exames de corpo de delito nas vítimas revelaram sérios espancamentos, incluindo a retirada de um dente de uma delas. Por isso, pediu as prisões dos acusados no que foi atendido pela justiça de Aurora.

O outro é José Ribamar Gonçalves de Oliveira, de 52 anos, o qual já está preso na cadeia de Juazeiro por crime de receptação. “Chico Neto” detém vasta atuação política em Aurora e é irmão da vereadora Marina que preside a Câmara Municipal. Ele já tinha sido preso certa vez, no ano de 2016, sob acusação de arrombamento numa agência bancária do município de Ipaumirim.

OUTRO – Os policiais também cumpriram mandado contra Valdemiro Filho, de 18 anos, o “Valzinho”, já com passagens policiais por porte de arma de fogo, corrupção de menores e outras desde sua menoridade. A decisão judicial está relacionada com envolvimento num assalto na zona rural de Aurora, cujo Inquérito Policial já foi concluído pelo delegado Paulo Hernesto.

A autoridade policial indiciou como coautor desse assalto Cícero Luan Hermenegildo da Silva, apelidado por “Muriçoca”, o qual já está preso na cadeia pública de Juazeiro por conta de um assalto em Barro. A Polícia Civil de Aurora e Barro volta a disponibilizar o telefone 181 (Disque Denúncia da Secretaria de Segurança Pública) e 98101.2001 para acolher denúncias sobre crimes diante do compromisso em manter sob sigilo a fonte informadora.

Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

Jornalista Ricardo Cavalcante
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