A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi derrotada em uma ação penal analisada pela Justiça Federal nesta quinta-feira (12). A parlamentar atuava como assistente de acusação em um processo movido contra uma estudante de veterinária da Paraíba, denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de transfobia.

O caso teve origem em publicações feitas pela estudante nas redes sociais em 2020, quando a plataforma ainda se chamava Twitter, atualmente X. Na época, a estudante Isadora Borges escreveu que “mulheres trans não são mulheres”, o que motivou a denúncia apresentada pelo MPF.

Em uma das postagens citadas no processo, ela afirmou que mulheres trans não seriam mulheres por terem nascido biologicamente do sexo masculino e criticou o que chamou de “transativistas”, em meio a um debate com feministas radicais nas redes sociais.

O processo também mencionava outro conteúdo compartilhado pela estudante: um vídeo com uma fala de Bronwyn Winter, professora emérita da Universidade de Sydney, no qual a docente comenta questões relacionadas à identidade de gênero ao abordar ideias associadas à filósofa francesa Simone de Beauvoir.

Após a decisão judicial, Isadora Borges afirmou ter sentido alívio com o desfecho do caso. Em declaração à jornalista Andreza Matais, ela disse que o processo representou um período extremamente difícil em sua vida. “Foi um momento muito estressante da minha vida, que nunca vou esquecer”, afirmou.

O episódio ocorre na mesma semana em que Erika Hilton solicitou ao MPF a abertura de investigação contra o apresentador Carlos Roberto Massa, após comentários feitos por ele em programa de televisão sobre a eleição da deputada para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.

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