A publicação da Portaria nº 187/2016 no Diário Oficial de Caucaia, nesta terça-feira (8), reacendeu o debate sobre os rumos da educação pública no município. A medida estabelece que professores da rede municipal não poderão mais solicitar afastamento para participar de cursos de qualificação profissional, decisão que tem gerado críticas entre educadores.
Para professores e representantes da categoria, a medida representa um retrocesso, já que limita o acesso à formação continuada — considerada essencial para melhorar a qualidade do ensino em sala de aula.
Profissionais da educação avaliam que a restrição pode impactar diretamente o desempenho da rede municipal, dificultando a atualização pedagógica e o aprimoramento técnico dos docentes. A formação continuada é apontada como um dos pilares para elevar indicadores educacionais e garantir melhores resultados no aprendizado dos alunos.
A decisão também ocorre em meio a críticas à gestão da educação em Caucaia. O município perdeu o perfil Ouro no Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, iniciativa do Ministério da Educação, sendo rebaixado para a categoria Prata.
Para especialistas e servidores, investir na qualificação dos profissionais é um passo importante para recuperar índices e fortalecer o ensino público. Diante da nova portaria, cresce a cobrança para que a Prefeitura esclareça os impactos da medida e apresente alternativas que não prejudiquem o desenvolvimento da educação municipal.





















