Instituições financeiras e de pagamento removeram, nos últimos dez meses, chaves Pix vinculadas a 9,1 milhões de brasileiros devido a inconsistências no Cadastro de Pessoa Física (CPF) junto à Receita Federal. A medida integra um conjunto de ações do Banco Central (BC) voltadas ao fortalecimento da segurança do sistema financeiro nacional e à redução de golpes e fraudes envolvendo o meio de pagamento instantâneo, que completou cinco anos de operação em 2025.
O número de exclusões superou as projeções iniciais do próprio regulador, que estimava impacto em cerca de 8 milhões de chaves. Entre os casos identificados estão CPFs suspensos, nulos ou cancelados, além de chaves associadas a pessoas já falecidas, situação considerada de alto risco para fraudes financeiras.
Segundo o Banco Central, a diretriz foi anunciada em março e teve como foco exclusivamente aspectos cadastrais e de segurança, sinadimplência fiscal ou dívidas tributárias. O objetivo, conforme o órgão, é garantir que o Pix continue sendo um sistema confiável, seguro e alinhado às bases oficiais de dados do país.
O BC reforça que usuários que tiveram chaves excluídas podem regularizar a situação do CPF junto à Receita Federal e, posteriormente, solicitar o recadastramento da chave Pix por meio de sua instituição financeira. A iniciativa faz parte de um esforço contínuo para preservar a credibilidade do sistema, que hoje é um dos principais meios de pagamento utilizados pelos brasileiros.




















