Uma fala do líder político Fortunato Guerreiro gerou repercussão em Caucaia ao tratar da postura de secretários e servidores da gestão do ex-prefeito Naumi Amorim (PSD). Durante seu discurso, Fortunato afirmou: “Secretários, pessoas que fazem parte da gestão de Naumi que estão insatisfeitos, pede pra sair”.

A declaração dividiu opiniões. Para alguns, o tom foi interpretado como um incentivo a uma “ditadura política”, restringindo a liberdade de escolha dos servidores. Já outros consideraram a fala como uma defesa de fidelidade política dentro da administração pública.

Fortunato destacou se tratar de uma opinião pessoal, mas sua fala deu a entender que servidores ocupando cargos em secretarias ou outras funções teriam como dever apoiar os candidatos indicados por Naumi. Até o momento, o ex-prefeito não se manifestou sobre a polêmica.

Outro ponto que chamou atenção foi o uso do plural ao se referir a “candidatos”. Isso levantou dúvidas se Fortunato se referia a futuros nomes apoiados por Naumi em 2026, tanto para deputado estadual quanto federal, ou até a um eventual apoio múltiplo para cada cargo.

Debate sobre serviço público e democracia

O episódio reacendeu a discussão sobre o papel do servidor público e a relação entre política e gestão. Para muitos, a qualidade do serviço prestado à população não deve depender de acordos políticos, mas sim de contratações técnicas e de um funcionamento institucional eficiente.

Defensores do voto livre lembram que o servidor também é cidadão e deve ter garantido o direito de escolher seus representantes de forma consciente, sem pressão por vínculos políticos ou pela manutenção de cargos.

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