Os slogans — o Ceará que “não para, não para, não para” e o estado “três vezes mais forte” — contrastam cada vez mais com a realidade de um território marcado pelo avanço da violência. No último sábado (15), mais um crime chocou a população: um comerciante foi morto a tiros na comunidade Parazinho, na região da Tabuba, em Caucaia.
De acordo com informações preliminares, a vítima estava em seu próprio comércio quando foi surpreendida por homens armados. Os suspeitos efetuaram diversos disparos e fugiram logo após o ataque. Até agora, não há detalhes sobre a motivação ou a dinâmica completa da execução.
Moradores relatam medo crescente e a sensação de abandono, enquanto a criminalidade avança sem que o poder público ofereça respostas efetivas. O assassinato reforça a percepção de que, apesar das campanhas publicitárias que tentam pintar um estado fortalecido, a segurança pública segue fragilizada e incapaz de conter o derramamento de sangue.
Assim, permanece a contradição: um Ceará que nos slogans “não para” e é “três vezes mais forte”, mas que, na prática, não consegue frear a violência que atinge comunidades inteiras e continua fazendo vítimas dia após dia.




















