Dizem que governar é como reger,
Uma orquestra afinada, pra fazer acontecer.
Cada nota tem que soar no compasso,
Mas em Caucaia, o som é um embaço.

O prefeito Naumi, no palco a se pôr,
Tentando unir forças, com muito ardor,
Ao lado de Elmano, tenta alinhar,
Mas a orquestra não consegue cantar.

O vereador Tancredo, na base está,
Mas sua melodia não tem o tom que dá,
Critica o governador, afasta-se da união,
E faz o governo parecer uma confusão.

Nas viagens, disparando sem hesitar,
Atravessa a estrada a criticar,
Mas quando é hora de elogiar a ação,
Fica calado, sem dar opinião.

Lá no campo, os fogos ecoaram no ar,
Causaram pânico, foi preciso atuar,
A polícia prendeu, em ação rápida e forte,
Mas Tancredo nada disse, sem dar suporte.

Naumi, prefeito, busca o entendimento,
Mas seu aliado não dá discernimento,
Ele, que deveria ajudar a construir,
Prefere a base abalar e destruir.

É como um aluno a questionar o professor,
Sem entender a lição, sem saber o valor,
Desprezando a aula que todos devem aprender,
Fica a sala perdida, sem saber onde ir.

A Câmara de Caucaia, que deveria ser um palco,
Mais parece um ensaio sem o menor salto,
Onde cada vereador toca sua canção,
Sem se importar com a harmonia da nação.

E o prefeito, o maestro, sem poder falar,
Vê o coro desafinado a se espalhar.
Impotente, assiste à cena descompassada,
Onde a base aliada parece estar perdida, separada.

O que deveria ser uma sinfonia perfeita,
Se transforma numa bagunça desconexa, feia.
Naumi tenta, mas sem força pra impor,
A orquestra que rege parece perder o amor.

E assim, o espetáculo segue sem razão,
O prefeito sem voz no próprio salão,
A política em Caucaia virou um dilema,
Onde quem comanda é quem não tem problema.

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