O ano de 2025 tem sido marcado por uma série de retrocessos sociais no município de Caucaia, atribuídos por críticos às decisões adotadas pela gestão do prefeito Naumi Amorim (PSD). Para muitos moradores, as medidas implementadas ao longo do ano representaram uma escolha política que acabou custando caro à população, sobretudo aos que mais dependem de políticas públicas.

Logo no início do mandato, a gestão municipal publicou um decreto de contingenciamento de gastos que passou a impactar diretamente programas sociais consolidados na cidade. Um dos primeiros a sofrer cortes foi o antigo programa “Bora de Graça”, voltado ao transporte público. O orçamento mensal foi reduzido em cerca de R$ 1 milhão, o que, segundo denúncias, comprometeu a frota e a qualidade do serviço oferecido à população.

Em seguida, outro programa social foi encerrado: o “Bora Conectar”, que garantia acesso à internet para alunos da rede municipal de ensino. O fim do contrato com a empresa responsável pelo serviço deixou milhares de estudantes sem conectividade, afetando diretamente o processo de aprendizagem, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade.

As políticas de austeridade, no entanto, não se limitaram a esses cortes. Outro golpe considerado duro pela população foi o fim do programa “Bora Habitar”, iniciativa que doava lotes de terra para a construção de moradias populares, permitindo que famílias de baixa renda realizassem o sonho da casa própria. O encerramento do programa frustrou expectativas de muitos caucaienses e ampliou as críticas à condução da política habitacional do município.

Já em dezembro, Caucaia ainda enfrenta os efeitos do contingenciamento de despesas. Há denúncias de alunos sem fardamento para o ano letivo de 2025, escolas com estrutura sucateada e unidades básicas de saúde registrando falta de medicamentos. A justificativa recorrente da gestão municipal tem sido o endividamento do município.

O cenário reforça a percepção de que 2025 tem sido um ano difícil para o povo de Caucaia, marcado por cortes, encerramento de programas sociais e fragilização de serviços públicos essenciais.

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