Como se não bastasse o empréstimo milionário firmado junto ao banco CAF, durante o seu primeiro mandato, entre 2017 e 2020, que deixou o município de Caucaia financeiramente pressionado por anos, o prefeito Naumi Amorim (PSD) volta a recorrer ao endividamento público em seu segundo mandato.

Desta vez, a gestão municipal assinou um convênio com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 85 milhões para a execução de obras de drenagem urbana em bairros que sofrem alagamentos durante o período chuvoso.

O anúncio foi feito pelo próprio prefeito por meio das redes sociais. Na publicação, Naumi comemorou a assinatura do acordo e destacou os benefícios prometidos pela obra.
“Meus amigos, hoje demos mais um passo importante para cuidar da nossa Caucaia! Assinei, junto à Caixa Econômica Federal, um convênio para executar obras de drenagem urbana em bairros que sofrem durante a quadra chuvosa. São mais de R$ 85 milhões em investimentos que vão garantir mais segurança, qualidade de vida e infraestrutura para milhares de famílias”, escreveu.

Segundo o gestor, o projeto prevê a implantação de uma rede completa de drenagem, incluindo canais, bocas de lobo, dispositivos de captação e outras intervenções para melhorar o escoamento das águas pluviais.

Apesar do discurso otimista, o novo convênio acende mais uma vez o alerta sobre o endividamento do município. Isso porque Caucaia ainda não concluiu o pagamento do empréstimo feito junto ao banco CAF, contratado no primeiro mandato de Naumi e que segue impactando diretamente as finanças públicas.

A oposição e parte da população questionam a estratégia da gestão de firmar novos compromissos financeiros de alto valor antes mesmo de quitar a dívida anterior. Para críticos, a sequência de empréstimos pode comprometer ainda mais o orçamento municipal e limitar investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e assistência social.

Enquanto o prefeito comemora “mais um passo importante”, Caucaia passa a acumular mais uma dívida milionária — agora com a Caixa Econômica Federal — cuja conta, como de costume, ficará para os cofres públicos e para os contribuintes.

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