A madrugada deste sábado (3/1) marcou o início de uma grave crise na Venezuela após um ataque em grande escala atribuído aos Estados Unidos. O agravamento da tensão política e militar provocou medo e incerteza entre a população, resultando em uma corrida imediata aos supermercados em diversas cidades do país.
Desde as primeiras horas do dia, longas filas se formaram em estabelecimentos comerciais, com cidadãos tentando estocar alimentos, água e produtos básicos diante do temor de desabastecimento e de novos episódios de violência. Relatos apontam prateleiras vazias e aumento significativo na procura por itens essenciais.
Entre os venezuelanos afetados está Sofia Salazar, que viveu por seis anos em Fortaleza, no Ceará, e retornou à Venezuela em dezembro de 2025. Segundo ela, o clima é de apreensão generalizada. “Há muito medo. Amigos e familiares estão tentando se preparar como podem, sem saber o que vai acontecer nos próximos dias”, relatou.
O cenário de instabilidade reacende lembranças de períodos anteriores de crise no país, quando conflitos políticos e sanções internacionais impactaram diretamente o cotidiano da população. Até o momento, autoridades venezuelanas não divulgaram medidas concretas para conter o pânico ou garantir o abastecimento, enquanto a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos do conflito.
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