O fim do programa “Bora Habitar”, proposto pela Prefeitura de Caucaia e aprovado pela Câmara Municipal nesta quinta-feira (13), pode gerar forte impacto político no grupo do prefeito Naumi Amorim (PSD) e comprometer as pretensões eleitorais de sua esposa, Erika Amorim (PSD), apontada como possível candidata a deputada federal nas próximas eleições.

Criado em 2024, o programa tinha como meta beneficiar mais de 3,6 mil famílias com a doação de terrenos para moradia popular. Com a revogação da lei que o instituía, nenhum lote chegou a ser entregue, frustrando o sonho da casa própria para milhares de caucaiense que aguardavam a execução do projeto.

Um cálculo simples mostra o peso político da decisão: considerando uma média de três pessoas por família, o encerramento do “Bora Habitar” atinge diretamente mais de 10 mil potenciais eleitores. Além disso, essas famílias podem influenciar outras dentro de suas comunidades, ampliando o desgaste da gestão municipal.

Como Caucaia é o principal reduto eleitoral da família Amorim, a medida pode ter efeito direto nas pretensões políticas de Erika Amorim, que busca manter sua projeção no cenário político estadual e nacional.

Durante a sessão que aprovou o fim do programa, houve manifestações de beneficiários contrários à revogação, mas o projeto foi aprovado em pouco mais de 20 minutos de discussão, evidenciando que os vereadores tinham plena ciência da rejeição popular ao tema e ainda assim optaram por seguir a orientação do Executivo.

Com a decisão, a gestão Naumi Amorim acumula um novo desgaste político, especialmente junto à população de baixa renda, que vê um importante programa social ser encerrado antes mesmo de sair do papel. Até o momento, a Prefeitura e a ex-deputada Erika Amorim não se pronunciaram sobre os desdobramentos da votação.

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