O sonho da casa própria ficou mais distante para aproximadamente 3 mil famílias de Caucaia após a decisão da atual gestão municipal de descontinuar o programa Bora Habitar. A iniciativa, criada durante a gestão do ex-prefeito Vitor Valim (PSD), era vista por milhares de famílias como uma oportunidade concreta de sair do aluguel ou de condições precárias de moradia.

O programa previa a distribuição de lotes de terras públicas para a construção de habitações populares, com potencial para beneficiar cerca de 3 mil famílias em situação de vulnerabilidade social. Para muitos, o Bora Habitar representava mais do que uma política pública: era a chance real de transformar anos de espera em dignidade, segurança e estabilidade para suas famílias.

Com o encerramento do programa pela gestão liderada pelo prefeito Naumi Gomes de Amorim (PSD), não apenas um projeto habitacional foi interrompido, mas também a esperança de centenas de pessoas que já se viam próximas de realizar o sonho da casa própria. O impacto da decisão vai além do aspecto administrativo, atingindo diretamente a vida de famílias que depositaram confiança na continuidade da política pública.

Críticos da medida avaliam que o fim do Bora Habitar representa um duro golpe para a população mais vulnerável do município, que depende de programas sociais para garantir direitos básicos, como o acesso à moradia. Para essas famílias, o cancelamento do projeto simboliza o apagamento de um sonho que estava perto de se tornar realidade.

Já no segundo ano da gestão Naumi Amorim, a administração municipal acumula o encerramento de importantes programas sociais implantados nos últimos anos. Além do Bora Habitar, o Bora Conectar também foi descontinuado. Soma-se a isso a crise enfrentada pelo Bora de Graça, que, ainda no primeiro ano de governo, apresentou instabilidades e incertezas quanto à sua continuidade.

O cenário reforça a percepção de que a atual gestão não tem priorizado a manutenção e o fortalecimento dos avanços sociais conquistados por Caucaia nos últimos quatro anos. Para milhares de famílias, o fim do Bora Habitar não representa apenas uma decisão administrativa, mas a perda concreta de uma oportunidade de mudar de vida.

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