Com a intenção de disputar uma vaga de deputada federal, a primeira-dama de Caucaia, Erika Amorim, pode enfrentar um cenário eleitoral desafiador. Isso porque sua eventual candidatura estaria diretamente associada ao mandato do prefeito Naumi Amorim, seu esposo, período marcado por críticas à condução de políticas públicas no município.

Entre os principais pontos levantados estão o encerramento de programas sociais criados na gestão anterior. Um deles é o “Bora Habitar”, idealizado durante o governo do ex-prefeito Vitor Valim, que previa a doação de lotes de terras públicas para a construção de moradias populares, sendo apresentado à época como o maior programa habitacional em âmbito municipal.

Outro programa descontinuado foi o “Bora Conectar”, que ofertava internet gratuita a alunos da rede municipal de ensino, ampliando o acesso à informação e à conectividade, especialmente para estudantes em situação de vulnerabilidade social.

A atual gestão também passou a ser alvo de críticas na área do transporte público, após a edição de um decreto de contingenciamento de despesas no primeiro ano de governo, que resultou na redução da frota de veículos, impactando diretamente usuários do sistema.

Além disso, medidas adotadas pela administração municipal relacionadas a direitos de servidores públicos geraram insatisfação e resultaram em manifestações ao longo do primeiro ano de mandato, ampliando o desgaste da gestão.

Outro ponto citado por críticos da administração é a situação de obras recebidas da gestão anterior, como o Mercado das Malvinas, que, apesar de estar praticamente concluído, ainda não foi inaugurado.

Diante desse cenário, uma eventual candidatura de Erika Amorim tende a ser influenciada pela avaliação pública da atual gestão municipal. A imagem do governo Naumi Amorim, marcada por críticas em áreas como políticas sociais, transporte e relação com servidores, surge como um fator relevante no contexto eleitoral.

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