A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, anunciou nesta sexta-feira (20) sua filiação à Federação União Progressista (UPB). Eleita em 2022 pelo Movimento Democrático Brasileiro, Jade deixa a sigla em meio a um cenário de reorganização política visando as eleições de 2026.

No comunicado divulgado nas redes sociais, a vice-governadora afirmou que chega ao novo grupo “para somar”, citando nomes como os deputados federais Moses Rodrigues, Fernanda Pessoa e AJ Albuquerque, além do deputado estadual Zezinho Albuquerque. Os parlamentares são apontados como aliados do governador Elmano de Freitas, embora a federação, até então, tivesse adotado uma postura de oposição ao governo estadual.

Apesar da mudança partidária, Jade fez questão de reafirmar alinhamento com lideranças do grupo governista, como Elmano de Freitas, Camilo Santana, Cid Gomes e Izolda Cela. “Esse novo ciclo será de muito trabalho, dedicação e união pelo nosso Estado”, declarou.

Federação havia sinalizado apoio a Ciro Gomes

A movimentação ocorre poucas semanas após a federação formada por União Brasil e Progressistas anunciar apoio à pré-candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Ceará em 2026. A decisão foi divulgada no último dia 3 de março.

O anúncio foi feito pelo presidente estadual do União Brasil, Capitão Wagner, que classificou o movimento como “um passo decisivo na construção de um projeto de mudança”. Ele também indicou que a federação tende a adotar posição de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário nacional.

Mudança pode indicar tensão interna

A filiação de Jade Romero à União Progressista acontece em meio à chamada janela partidária, período que permite a troca de partido sem perda de mandato, válido até o próximo dia 3 de abril.

Nos bastidores, o movimento é visto como um possível sinal de divergência interna dentro da federação. A chegada da vice-governadora, ligada ao grupo governista, pode forçar um reposicionamento político ou até provocar novas mudanças de sigla entre lideranças locais nas próximas semanas.

Com o cenário ainda em aberto, a movimentação reforça que a disputa de 2026 no Ceará já começou — e promete ser marcada por alianças fluidas e reacomodações estratégicas.

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