Novas denúncias de suposta perseguição a trabalhadores que atuam na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza, voltaram a circular nas redes sociais neste fim de semana. Comerciantes e ambulantes afirmam estar sendo proibidos de vender bebidas na orla — incluindo água e refrigerante — medida que, segundo eles, estaria dificultando a sobrevivência de quem depende da atividade para garantir renda diária.
Em um vídeo divulgado por trabalhadores, um homem vestido com trajes culturais, relata que as equipes da Regional 2 estariam impedindo qualquer tipo de comercialização de bebidas por ambulantes. Os denunciantes classificam a situação como um “absurdo administrativo”, alegando que a prefeitura estaria retirando o direito ao trabalho de pais e mães de família.
As críticas têm recaído diretamente sobre o secretário executivo da Regional 2, Márcio Martins, e sobre o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT). Para os trabalhadores, a postura da gestão contraria o discurso de defesa dos direitos sociais e econômicos, especialmente por parte de uma administração comandada por um partido historicamente ligado às pautas trabalhistas.
Márcio Martins, que já presidiu a Fequajuce e possui trajetória como produtor cultural, também tem sido alvo de questionamentos sobre sua atuação à frente de uma das regiões mais importantes da capital, especialmente no setor turístico. Segundo os denunciantes, em vez de fomentar cultura e apoiar quem trabalha na orla, sua gestão estaria adotando medidas consideradas restritivas.
Nos últimos dias, as queixas de ambulantes e artistas que atuam na Beira-Mar vêm se intensificando. Os trabalhadores pedem diálogo, revisão das regras e maior sensibilidade da administração municipal diante das dificuldades enfrentadas por quem depende da atividade para sobreviver. Até o momento, a Prefeitura de Fortaleza não se manifestou oficialmente sobre as novas denúncias.
Ver essa foto no Instagram




















