O prefeito de Caucaia, Naumi Amorim (PSD), sancionou no Diário Oficial do último dia 25 de setembro a Lei Complementar nº 156, que eleva a taxa de iluminação pública (CIP), altera o IPTU e amplia a cobrança de outros tributos. A medida pesa diretamente no bolso da população e reforça o questionamento: será que o prefeito ainda merece carregar o título de “prefeito do povo”?

Com a decisão, famílias que consomem acima de 1000 kWh passam a pagar até 42,12% a mais na taxa de iluminação, enquanto comércios e estabelecimentos não residenciais chegam a ter aumento de 55,20%. Tudo isso em uma cidade onde lâmpadas queimadas levam semanas ou até meses para serem substituídas, evidenciando a má qualidade do serviço prestado.

Além do aumento da iluminação e do IPTU, a gestão Naumi já vinha sendo alvo de críticas pelo corte da internet gratuita dos alunos da rede municipal, pela redução da frota do programa “Bora de Graça” e pela falta de investimentos sociais.

O contraste com o governo anterior, de Vitor Valim, é nítido. Durante seu mandato, foram implantados programas como o “Bora Conectar”, que levou internet em fibra óptica para estudantes e distribuiu 45 mil tablets, além do próprio “Bora de Graça”, que garantiu transporte público gratuito à população.

Enquanto a arrecadação cresce, a realidade dos moradores segue marcada por serviços precários, insegurança e descaso com políticas sociais. O slogan de “prefeito do povo”, tão repetido por Naumi Amorim, soa cada vez mais como um paradoxo diante das medidas que atingem diretamente quem mais precisa.

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