Uma grave ocorrência registrada em uma escola pública da rede municipal de Caucaia tem gerado preocupação e questionamentos sobre a postura da gestão municipal diante de denúncias sensíveis. O caso ocorreu na última segunda-feira (22), em uma unidade de ensino localizada na região do Garrote, e teria sido encaminhado à delegacia após uma denúncia de suposto assédio, feita por uma professora que preferiu não se identificar.
Diante da gravidade do relato, nossa equipe buscou esclarecimentos junto à Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretaria de Comunicação (Ascom). Até o fechamento desta matéria, não houve qualquer resposta oficial. Mais uma vez, a secretaria responsável por zelar pela transparência da informação pública optou pelo silêncio, mesmo diante de uma denúncia que envolve um órgão público e possíveis violações dentro do ambiente escolar.
Quando a Ascom se cala, a gestão do prefeito Naumi Amorim também se cala, deixando de prestar esclarecimentos à população e negando ao povo de Caucaia o direito básico à informação.
Além da denúncia de possível assédio moral, prints que circulam nas redes sociais associam o caso, ainda de forma não oficial, a uma possível vereadora, levantando a suspeita de que o acusado teria afirmado estar “apadrinhado” politicamente, alegando que “ninguém mexeria com ele”. As informações, até o momento, carecem de posicionamento institucional que esclareça os fatos e evite especulações.
Diante de uma denúncia dessa natureza, o mínimo esperado da Prefeitura de Caucaia é uma manifestação pública, informando se o caso está sendo apurado, quais medidas estão sendo adotadas e como a gestão pretende garantir a segurança e a dignidade dos profissionais da educação.
O silêncio da comunicação oficial não protege a gestão — apenas amplia a desconfiança e nega à população o direito à transparência. Em casos graves, calar não é opção.




















