Enquanto o Ceará enfrenta graves problemas na segurança pública e na saúde, o secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, parece mais empenhado em travar batalhas políticas nas redes sociais do que em apresentar soluções concretas para os desafios do estado.
Nos últimos dias, Chagas voltou suas críticas ao ex-deputado Capitão Wagner, conhecido pela atuação em temas ligados à segurança. Em uma postagem, o secretário ironizou opositores do governador Elmano de Freitas (PT) com ataques pessoais:
“Credenciais da oposição que promete acabar com a violência: um deles é especialista em motins e, quando policial, nunca prendeu um ladrão de galinha. Outro foi prefeito de Fortaleza, sucateou a guarda municipal e a saúde. Outro governou o Ceará e faltava até gasolina nas viaturas.”
A publicação gerou repercussão negativa e foi vista por muitos como um desvio de foco diante do cenário atual. Enquanto o secretário dedica tempo a ofensas nas redes, o povo cearense enfrenta o medo nas ruas, com bairros dominados pela criminalidade, moradores sendo ameaçados e famílias abandonando suas casas por falta de segurança.
Nas redes, Chagas tenta sustentar o discurso de um “Ceará que não para”, mas, na prática, o que se vê é um estado paralisado pela violência, com hospitais superlotados e a sensação de insegurança crescente.
A postura do secretário reforça uma crítica recorrente: falta gestão e sobra marketing político. Enquanto a população clama por ações concretas, o governo segue priorizando a disputa de narrativas — uma estratégia que pode render curtidas, mas não resolve os problemas reais do Ceará.



















