As Forças Armadas de Israel interceptaram, nesta quarta-feira (1º), embarcações da Flotilha Global Sumud, que tentavam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os barcos foram abordados antes de alcançar a costa, e todos os tripulantes foram detidos por agentes da Marinha israelense.

Entre os detidos estão cidadãos brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que participava da missão internacional. A iniciativa reúne ativistas de dezenas de países e busca romper, de forma simbólica, o bloqueio imposto por Israel ao território palestino.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou ter sido levada contra sua vontade.
“Eu fui sequestrada pelas forças de ocupação israelenses e levada contra a minha vontade. Peço ao meu governo para acabar com qualquer relação econômica com Israel e a me levar para casa. Pare o genocídio em Gaza”, declarou.

Segundo Luizianne, tanto autoridades brasileiras quanto organismos internacionais já foram acionados. Ela pediu mobilização popular para denunciar o episódio e exigir a libertação imediata da flotilha.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em nota publicada na plataforma X, afirmou que as embarcações tinham ligação com o grupo Hamas. Segundo o comunicado, os barcos e seus passageiros estão sendo levados em segurança para um porto israelense.

Histórico de pedidos de proteção

No dia 17 de setembro, Luizianne Lins encaminhou um ofício ao Itamaraty, solicitando apoio diplomático e medidas de proteção para garantir a segurança da delegação brasileira na missão.

Anteriormente, em 11 de setembro, o próprio Ministério das Relações Exteriores já havia informado, por meio de documento oficial, que estava preparado para prestar assistência consular e política caso cidadãos brasileiros fossem detidos durante a ação.

Já em 26 de setembro, um grupo de 37 deputados federais assinou um documento enviado ao Governo Federal, cobrando apoio e proteção aos tripulantes da Global Sumud Flotilla.

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