PSD aposta em nomes do humor para ampliar votação, mas contraste com política cultural em Caucaia chama atenção
PSD aposta em nomes do humor para ampliar votação, mas contraste com política cultural em Caucaia chama atenção

O PSD tem apostado em nomes ligados ao humor para ampliar sua votação nas eleições de 2026 e fortalecer o coeficiente eleitoral. Após o humorista Tiririca anunciar sua primeira pré-candidatura pelo Ceará, agora é a vez de Seu Sérgio e Roberto Rizzo, que pretendem disputar a eleição por meio de uma candidatura coletiva pela legenda.

A estratégia busca aproximar o partido do setor cultural e do público que acompanha os artistas nas redes sociais e nos palcos. No entanto, a iniciativa contrasta com a realidade de administrações comandadas pelo PSD em algumas cidades.

Em Caucaia, por exemplo, a política cultural tem sido alvo de críticas. Mesmo no dia 22 de julho, ainda há pouca ou nenhuma informação oficial sobre a realização do Festival Municipal de Quadrilhas, um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural do município. A ausência de divulgação e de definições sobre o festival tem levantado questionamentos sobre a prioridade dada pela gestão à cultura local.

Como funciona uma candidatura coletiva?

Apesar de ser construída por duas ou mais pessoas, a candidatura coletiva não possui previsão específica na legislação eleitoral brasileira. O registro perante a Justiça Eleitoral é sempre individual.

Na prática, apenas um dos integrantes será oficialmente candidato, tendo seu nome, foto e número exibidos na urna eletrônica. Os demais participantes assumem o compromisso político de compartilhar decisões e atuar de forma conjunta caso o candidato seja eleito.

Assim, embora o projeto seja coletivo, o mandato é juridicamente vinculado ao candidato oficialmente registrado pelo partido e aprovado pela Justiça Eleitoral.

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