O endividamento das famílias brasileiras alcançou um novo recorde histórico em maio de 2026. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 81,6% das famílias declararam possuir algum tipo de dívida, o maior percentual desde o início da série histórica da pesquisa.
O índice representa um aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, quando o percentual era de 78,2%. Na comparação com abril deste ano, a alta foi de 0,7 ponto percentual.
O levantamento considera compromissos financeiros como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos, carnês e demais prestações a vencer.
Além do crescimento no endividamento, a inadimplência também avançou. O percentual de famílias com contas em atraso chegou a 29,9%, o maior nível registrado desde novembro do ano passado. Apesar disso, a parcela de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas permaneceu estável em 12,3%.
A pesquisa aponta ainda que o aumento do endividamento foi registrado em praticamente todas as faixas de renda. A única exceção foi o grupo de famílias com rendimento entre cinco e dez salários mínimos, que apresentou queda no indicador.
O período analisado coincide com o lançamento do Novo Desenrola Brasil, em 4 de maio. O programa busca facilitar a renegociação de dívidas e reduzir o endividamento da população. Segundo a CNC, mais de 1,4 milhão de pessoas já foram atendidas pela modalidade voltada às famílias.
Os números reforçam o desafio enfrentado por milhões de brasileiros para manter as contas em dia, em um cenário de elevado custo de vida e maior dependência do crédito.
Fonte: Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).



















