Os números mais recentes do mercado de trabalho acenderam um novo sinal de alerta para a gestão do governador Elmano de Freitas. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Ceará registrou aumento na taxa de desemprego na comparação com o trimestre anterior.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação no estado chegou a 7,3% no primeiro trimestre deste ano. Apesar de o percentual permanecer próximo ao registrado no mesmo período de 2025, o avanço em relação ao trimestre imediatamente anterior foi de 2,3 pontos percentuais.
O levantamento aponta que mais de 282 mil cearenses com 14 anos ou mais estavam sem trabalho, mas disponíveis para assumir uma vaga. O cenário reforça críticas sobre a condução econômica e a capacidade de geração de empregos da atual administração estadual.
Além do Ceará, os maiores aumentos no desemprego foram registrados no Acre (1,8 ponto percentual), Tocantins (1,6 p.p.) e Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.). Ao todo, 15 estados apresentaram piora no indicador, enquanto os demais permaneceram estáveis.
Os dados foram divulgados pelo IBGE na última quinta-feira, 14 de maio, e ampliam o desgaste político em torno da gestão estadual, que vem sendo cobrada por setores da oposição e representantes do setor produtivo diante do avanço da desocupação e da desaceleração econômica no estado.
Nos bastidores políticos, aliados do governo argumentam que o aumento acompanha um movimento nacional registrado no início do ano e defendem que investimentos em infraestrutura, educação e atração de empresas devem impactar os próximos indicadores. Já críticos da administração afirmam que o Ceará enfrenta dificuldades para transformar investimentos públicos em geração efetiva de empregos.




















