Cordel – Entre a crise e a licitação
Cordel – Entre a crise e a licitação

Na terra de Caucaia,
Vou contar com atenção,
Uma história que desperta
Pergunta na população.
É dinheiro do povo em jogo,
Merece explicação.

Saiu uma licitação,
Pra sistema digital,
Mais de oitocentos mil reais,
Valor nada banal.
Pra Secretaria de Finanças,
Um contrato oficial.

Software, manutenção,
Suporte e atualização,
Tudo isso faz parte
Da tal contratação.
No papel está previsto,
Dentro da licitação.

Mas o povo ainda lembra
Do discurso repetido:
“Os cofres estão vazios,
Foi um débito herdado e sofrido.”
Era essa a justificativa
Em todo canto ouvido.

Se faltava pra saúde,
Pra obra e iluminação,
Pra remédio e infraestrutura,
Pra resolver a situação,
Agora muitos perguntam:
Mudou a condição?

Ninguém fala em ilegal,
Nem aponta condenação.
Licitar é procedimento
Previsto na legislação.
O debate é bem outro:
Qual é a prioridade da gestão?

O dinheiro é do povo,
Precisa boa aplicação.
Cada gasto deve mostrar
Resultado à população.
Transparência é obrigação,
Não apenas prestação.

Que responda quem governa
Com clareza e precisão.
Quando o povo faz pergunta,
Não é ataque, é fiscalização.
Democracia se fortalece
Com diálogo e informação.

E assim termina o cordel,
Sem ofensa ou acusação.
Quem administra recursos públicos
Deve satisfação.
Pois cada real investido
Nasce da contribuição.

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