A situação de insegurança enfrentada pela Escola Municipal 7 de Setembro, em Caucaia, tem gerado revolta na comunidade escolar e chamado atenção pela gravidade dos números: em apenas dois meses, a unidade foi alvo de cerca de dez furtos. Mesmo com a ampla repercussão do caso nas redes sociais e na mídia local, um silêncio chama atenção — o do vereador Tancredo Santos (PL), representante do município e figura bastante ativa nas plataformas digitais.
Conhecido por viajar pelo estado criticando a segurança pública e fazendo duras cobranças ao Governo do Estado, Tancredo ainda não foi visto na escola para cobrar providências da gestão municipal diante da sequência de crimes que afetam alunos, professores e o patrimônio público. A ausência contrasta com o discurso firme adotado quando o alvo é o governador Elmano de Freitas.
A crítica que ecoa entre moradores e servidores da educação é direta: quando o assunto é cobrar o Estado, o vereador se apresenta como um “leão”; quando a responsabilidade recai sobre o Executivo municipal, a postura muda, tornando-se branda e discreta. Para muitos, trata-se da “saga de um vereador de redes sociais”, com forte presença online, mas pouca atuação prática em problemas concretos do município que representa.
Além da falta de cobrança por medidas imediatas de segurança na Escola 7 de Setembro, outro ponto levantado é a ausência de pressão pública pela contratação dos aprovados no concurso da Guarda Municipal — profissionais que poderiam reforçar a proteção do patrimônio público e prevenir novos furtos em equipamentos como escolas.
A pergunta que permanece é simples e direta: onde está o vereador Tancredo Santos quando Caucaia precisa de cobrança firme ao Executivo municipal? Diante de uma escola furtada repetidas vezes, a expectativa da população é por ação, fiscalização e posicionamento político, e não apenas discursos e vídeos nas redes sociais.
Enquanto isso, a Escola 7 de Setembro segue vulnerável, e a comunidade aguarda respostas — tanto da gestão municipal quanto de seus representantes no Legislativo.
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