O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, voltou a fazer críticas à atual gestão estadual ao apontar o crescimento da estrutura administrativa e possíveis impactos nas contas públicas. Segundo ele, o aumento no número de secretarias estaria contribuindo para o avanço do endividamento do estado.

De acordo com Ciro, durante sua gestão o Ceará funcionava com 16 secretarias. Posteriormente, o ex-governador Camilo Santana teria ampliado esse número para 23. Já na administração do governador Elmano de Freitas, segundo o ex-ministro, foram criadas mais 17 pastas, totalizando 40 secretarias estaduais.

Ciro afirmou que apenas as novas estruturas representariam um custo anual próximo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Para ele, o crescimento da máquina pública estaria ligado ao aumento das despesas estaduais e ao cenário de endividamento enfrentado pelo Ceará, que teria desembolsado cerca de R$ 5 bilhões em 2023 para pagamento de dívidas junto ao Tesouro Nacional.

Além das críticas administrativas, o ex-governador também denunciou o que considera uma grave irregularidade envolvendo o fundo de previdência dos servidores estaduais. Segundo Ciro Gomes, por determinação legal, os valores arrecadados do imposto de renda retido na fonte deveriam ser destinados ao fundo previdenciário criado durante sua gestão, considerado na época referência nacional.

No entanto, de acordo com a denúncia, um decreto estadual teria permitido o uso desses recursos para outras despesas do governo, o que, segundo ele, já teria provocado um rombo próximo de R$ 1 bilhão.

Para Ciro, a medida coloca em risco a sustentabilidade da previdência estadual e pode comprometer o pagamento futuro das aposentadorias dos servidores públicos. O ex-governador classificou a prática como uma “apropriação indébita” e criticou a atuação dos órgãos de controle, afirmando que há omissão diante do que considera um grave desvio de finalidade.

As declarações reacendem o debate sobre responsabilidade fiscal, gestão previdenciária e crescimento da estrutura administrativa no Ceará, em meio às discussões sobre o equilíbrio financeiro do estado.

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