Um vídeo publicado nas redes sociais por uma mulher gerou repercussão durante o São João de Maracanaú. Nas imagens, ela afirma ter sido impedida de entrar no evento com uma garrafa de água. Segundo o relato, um segurança teria apontado uma placa informando a proibição da entrada do item.
A denúncia ganhou força porque, antes do início da festa, a Prefeitura de Maracanaú havia divulgado orientações ao público permitindo a entrada com água. A divergência entre o comunicado oficial e a prática observada na entrada do evento passou a ser questionada por frequentadores.
Nas redes sociais, participantes relatam situações semelhantes, afirmando que garrafas de água estariam sendo retidas na entrada, enquanto a compra do produto estaria sendo direcionada exclusivamente para dentro do evento. Até o momento, não houve posicionamento oficial detalhando o motivo da mudança ou esclarecendo as regras aplicadas nos acessos.
Debate jurídico envolve possível prática abusiva
O caso também abriu discussão sobre direitos do consumidor. Embora o São João de Maracanaú seja um evento público, sua execução envolve contratação de estrutura e fornecedores, o que o enquadra nas relações de consumo previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).
O artigo 39 do CDC proíbe práticas abusivas, incluindo a chamada venda casada, quando o consumidor é condicionado à aquisição de produtos ou serviços como única alternativa para acesso a determinado bem essencial. Em casos envolvendo eventos, órgãos de defesa do consumidor já avaliaram que a restrição total de itens como água, sem alternativa adequada de hidratação gratuita, pode levantar questionamentos sobre excesso na conduta.
Por outro lado, especialistas destacam que eventos podem estabelecer regras de segurança, como restrições a recipientes de vidro ou objetos que representem risco. A controvérsia costuma surgir quando a limitação atinge itens básicos, especialmente em ambientes de grande circulação e exposição ao calor.
Cobrança por esclarecimentos
A diferença entre a orientação divulgada previamente e a aplicação prática no local tem sido alvo de críticas de participantes, que cobram esclarecimentos da organização do evento e da Prefeitura de Maracanaú.
Até o momento, não há informações oficiais detalhando se a regra foi alterada, se houve falha de comunicação ou se a medida faz parte de protocolos de segurança adotados durante o evento.
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