Fortaleza já registrou 3.407 casos da Doença Diarreica Aguda (DDA), mais conhecida como virose da mosca. E os números continuam a crescer no Ceará. Os dados do boletim da Secretaria de Saúde do Ceará mostram que, até o dia 9 de fevereiro, 45 mil casos foram registrados.

O número representa mais da metade dos registros feitos em fevereiro e março do ano passado. O estudante Junior Silva foi um dos que passaram dias com os sintomas da DDA. Ele conta que quase todos os colegas de trabalho pegaram a doença.

“Eu comecei a ter calafrio, febre e vontade de vomitar. Seguido de diarreia, que ficou mais persistente no decorrer do dia e durou uns quatro dias, com uma febre que ia e voltava. Onde eu trabalho, algumas pessoas tiveram na mesma semana aparecendo casos de pessoas com os mesmo sintomas”.

O infectologista Aldo Ângelo explica que essa contaminação em grupo acaba sendo corriqueira, já que a via oral é a maneira mais fácil da doença ser adquirida. Ele destaca a importância da higienização correta das mãos e dos alimentos como forma de prevenção.

“A sugestão é aumentar os cuidados de higiene e saneamento. Esses causadores virais são facilmente passados pela via fecal oral. A contaminação por pessoas que moram na mesma casa é fácil”.

O infectologista explica ainda que, independentemente do agente causador, os sintomas são os mesmos. O que muda é o tempo que a doença persiste. Por mais de cinco dias, por exemplo, aumenta o risco de desidratação.

“Como as crianças principalmente são muito contaminadas com outros microrganismos, isso aumenta a severidade da infecção. Você tem um risco maior de desidratação. O alerta é para pessoas tomarem conta da reidratação e qualquer sintoma procurar uma assistência médica”.

Vale reforçar que e os casos são recebidos nas Unidades de Pronto Atendimento.

Tribuna do Ceará

Jornalista Ricardo Cavalcante
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