No encontro que teve junto com mais oito governadores do nordeste com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta quinta (9), o governador Camilo Santana (PT) pediu, em carta assinada também pelos demais gestores, que o MEC reveja o corte de 30% no orçamento das universidades públicas.

O documento foi entregue em Brasília, durante encontro que durou aproximadamente duas horas. Camilo foi um dos que colaboraram com a elaboração do documento entregue ao presidente.

No Ceará, ao menos duas instituições federais anunciaram a inviabilidade de continuar funcionando caso o corte não seja revisto. As universidades federais do Ceará e do Cariri (UFC e UFCA) se pronunciaram ao longo desta semana, expondo as consequências da possível mudança.

A medida do MEC atinte 47% do repasse de verbas para a UFCA. Em comunicado, a reitoria afirmou que a instituição se torna inviável com a baixa. Durante assembleia geral, membros da gestão anunciaram que as contas só terão garantia de serem pagas até julho.

De modo mais incisivo, a UFC lançou nota afirmando que não foi comunicada pelo MEC os motivos concretos do contingenciamento, e indicou que o corte tem relação com ideologia.  “De fato, é a população inteira que será apenada, e isso nos leva a conclamar a sociedade, através de suas representações mais legítimas, para a se mobilizar contra o golpe que ameaça inviabilizar a Universidade”.

O grupo de governadores também pediu a prorrogação e ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); e a negociação em razão de condenações judiciais sobre diferenças do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Assinaram a carta os governadores Camilo Santana (Ceará), Paulo Câmara (Pernambuco), Renan Filho (Alagoas), Belivaldo Chagas (Sergipe), Wellington Dias (Piauí), Flávio Dino (Maranhão), João Leão (Bahia, vice), João Azevedo (Paraíba) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).

Por Felipe Azevedo/ Agência Miséria
Miséria.com.br

Jornalista Ricardo Cavalcante
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