Em vistoria técnica no conjunto habitacional Santa Rita, no Jangurussu, o Núcleo de Habitação e Moradia da Defensoria Pública do Estado do Ceará (Nuham) constatou  que a estrutura do prédio está comprometida, preocupando os moradores desde as enchentes ocorridas no Rio Cocó, em fevereiro deste ano. A população acredita ainda que a drenagem do local piorou desde o início das obras da Avenida Paisagística, que passa próximo a comunidade às margens do rio.

A Defensoria alerta que a situação pode gerar um colapso na estrutura das moradias e entregará um laudo técnico que será entregue às autoridades municipais e de Defesa Civil. A inspeção técnica no local foi motivada após um grupo de moradores procurar a Defensoria Pública, no início de junho. Os moradores pedem ainda a conclusão do projeto de drenagem e urbanização de áreas no entorno do rio Cocó. “Desde que essa avenida (Avenida Paisagística) passou a ser construída piorou a drenagem da água daqui. Não temos esgoto, a água está voltando e alagando as casas também”, afirma Maria Roseli, moradora do Conjunto Santa Rita.

A indignação e o medo são sentimentos constantes na comunidade. A dona de casa  Ângela Sousa saiu do imóvel há um ano. Viu a estrutura danificada ameaçar a própria vida. A saída que encontrou foi morar de aluguel. “Estou morando agora na rua aqui ao lado, a esperança era que conseguíssemos algum auxílio, porque a minha moradia foi afetada pela obra”, conta. Caso semelhante é o de Wanda Cordeiro que chegou a gastar com reforma para ver se amenizava o problema das rachaduras, sem sucesso. “Com ajuda do meu filho, saí de casa e estou morando com ele. É muito triste, gosto muito daqui, mas não tenho como ficar na minha casa”, lamenta.

“Além das 90 casas, existem outras residências que foram construídas nos arredores. Todas elas apresentam problemas de estrutura, um risco real para os moradores”, explica o supervisor do Nuham, Lino Fonteles.

Maraponga
A Defensoria também acompanha a situação de moradores de um prédio que teve a estrutura comprometida, na Maraponga, prejudicando 16 famílias que moravam nos apartamentos e outros moradores de 15 casas ao redor que foram interditadas. De acordo com os moradores que estavam no local, a cada dia o prédio inclina um pouco mais e o medo é que a estrutura desabe por completo. A visita da Defensoria Pública teve como objetivo conhecer a realidade do local e realizar as orientações jurídicas cabíveis aos moradores que clamam por mais amparo das instituições públicas.

Via Cnews

Jornalista Ricardo Cavalcante
Siga-me

Comentários no Facebook