Um recém-nascido, do sexo feminino, morreu logo após o parto, na Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia. A família dos pais do bebê critica o atendimento prestado e acredita que houve negligência no caso, que foi registrado na Polícia Civil. A mãe, Daniele Santos da Silva Assis, de 20 anos, está internada.

A TV Anhanguera contatou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), responsável pela maternidade, por email, às 12h41 desta terça-feira (30), e a guarda retorno.

O bebê morreu na tarde de segunda-feira (29). Segundo o boletim de ocorrência registrado pelo pai, Reginaldo Junio Soares de Assis, de 21 anos, na madrugada, a esposa, que estava no nono mês de gestação, se sentiu mal e foi levada para a maternidade.

O documento relata que, ao chegar ao local, a jovem foi atendida por um médico, que disse que os batimentos cardíacos da criança estavam normais. Após medica-la, o profissional a liberou para voltar para casa, uma vez que ainda não estaria no momento do parto.

Porém, por volta de meio dia, Daniele piorou, teve sangramento e retornou ao hospital. Ainda conforme a ocorrência, assim que chegou, ela foi encaminhada para a sala de cirurgia, onde o parto foi realizado, mas a criança não resistiu.

Após o parto, a jovem foi transferida para o Hospital Materno Infantil (HMI). Segundo a família, ela está internada em um leito de UTI. O G1 procurou a unidade de saúde nesta terça-feira, às 12h19, por email, e espera retorno.

Reclamação

Tia de Reginaldo, Isabel Lemes da Silva afirmou que na primeira ida de Daniele, após o atendimento, o médico indicou apenas um exame de urina, mas que a jovem não teve como realizar no local.

“O médico atendeu, fez o [exame] do toque, disse que estava sem dilatar, fez a escuta do coração do bebê e disse que estava normal. Pediu o exame de urina para fazer lá mesmo. Mas quando eles foram solicitar, o sistema estava fora do ar. Ficaram até 9h e não conseguiram. Ela estava desconfortável e foi embora descansar”, conta.

Ela acredita que se no primeiro atendimento Daniele tivesse sido tratada de outra forma, a recém-nascida poderia ter sobrevivido.

“Acho que houve negligência. Porque não deram atenção mais redobrada para ela na parte da manhã, já que estava na época de nascer o bebê? Eles tinham que ter feito um ultrassom para saber a causa das dores fortes. A gestação dela foi tranquila, ela fez acompanhamento de pré-natal. Indicava que estava tudo bem”, avalia.

De acordo com Isabel, a menina, que se chamaria Alicia, está no IML de Goiânia.

G1

Siga-me

Jornalista Ricardo Cavalcante

Informações e contato em Portal Jurema News
Jornalista sob registro Drt 3648/Ce
Quem sou: Um apaixonado por tecnologia, busco sempre novas tecnologias para deixar esse portal cada vez mais completo.
Jornalista Ricardo Cavalcante
Siga-me

Deixe uma resposta