Uma diarista teve o imóvel demolido por engano durante as obras de urbanização do Rio Maranguapinho, em novembro de 2018, no Bairro Vila Velha, em Fortaleza.

A casa estava no caminho do projeto e foi derrubada no lugar de outra, que pertencia a uma moradora que havia aceitado a indenização do governo, de acordo com a Defensoria Pública, que acompanha o caso.

Durante uma reunião entre a moradora, a Defensoria Pública a Secretaria das Cidades, o governo do Estado apresentou um laudo que fixa o valor do imóvel em R$ 70 mil. O defensor público, José Lino informou que o valor deve levar em conta os aluguéis pagos e os problemas de saúde decorrentes do trauma sofrido pela proprietária do imóvel, o que vai prorrogar as negociações.

Por nota, a Secretaria das Cidades informou que vem acompanhando o caso e que na próxima quarta-feira(21), foi agendado o atendimento para negociação quanto à indenização do imóvel.

Demolição inesperada

Depois de três anos da aquisição do sonhado lar, a diarista Ana Paula Abreu de Oliveira, de 35 anos, viu o sonho se transformar em ruínas. Ela não morava mais na casa porque tinha se mudado no início de 2018 para o Bairro Barra do Ceará, onde tem família. O motivo da mudança foi a violência. Com o aumento dos casos de mortes na região por causa da atuação de facções criminosas, ela decidiu colocar placa de venda na residência e só voltava ao local de vez em quando. 

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Foto de arquivo mostra como era a casa antes de ser demolidaFoto: Divulgação

“Eu ficava indo a cada 15 ou 20 dias para ver como as coisas estavam e mostrar a casa para alguns interessados. Em uma dessas idas, minha casa estava demolida. Todas as paredes no chão. Não existia mais nada. Fiquei desesperada e sem entender o que havia acontecido”, recorda Ana Paula, que foi uma das moradoras que não aceitou a proposta de indenização oferecida pelo governo.

Esta não é a primeira vez que casos como este aparecem na Defensoria, segundo José Lino. “Não é comum, mas acontecem casos assim, principalmente em obras grandes. Por mais que se tenha tomado todas as precauções necessárias, porque esses imóveis não são georreferenciados, pode haver um erro de comunicação entre o órgão público responsável pelo projeto e aquela empresa que está na ponta, que marca as casas que seriam demolidas, por exemplo. No caso da Ana Paula, derrubaram a dela no lugar da casa vizinha, que havia aceitado a indenização. Para resolver isso ou se tenta um diálogo com o poder público ou entramos na esfera judicial mesmo com pedidos de indenização por danos morais e materiais”, finaliza.
 Via Diário do Nordeste

 

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