Uma criança de 3 anos morreu após ser arremessada pela janela pelo padrasto nesta terça (17/12). O caso aconteceu na Zona Norte do Rio de Janeiro. As informações são de Jornal Extra.

De acordo com a reportagem o menino Enzo Almeida Pelegrini chegou a ser socorrido e levado para o Hospital municipal Salgado Filho, mas não resistiu. O padrasto pulou pela janela após ter jogado a criança e morreu na hora.

A mãe de Enzo Almeida,Camila contou na delegacia que mantinha um relacionamento com Luiz Eduardo Lopo, de 38 anos, há oito meses. E suspeitava que ele sofresse de problemas psiquiátricos, embora não fizesse nenhum tipo de tratamento.

Adriano Bruno Peregrino da Silva, pai da criança contou que brigava há um ano e meio pela guarda do filho na Justiça.

De acordo com o depoimento de Camila, eles dormiram na última noite no apartamento do padrasto, e acordaram bem. No início da tarde, Luiz começou a gritar e arremessar objetos do apartamento, que fica no quarto andar. Em seguida, ainda de acordo com a mãe do menino, ele desceu e passou a se jogar na frente aos carros.

Logo após, Luiz Eduardo subiu novamente e arremessou a criança. Quando Camila retornou ao térreo para socorrer o próprio filho, o padrasto da criança se jogou. Luiz Eduardo Lopo morreu na hora.

Na delegacia, a mãe contou ainda que morava com a mãe até esta segunda-feira, em Brás de Pina. No entanto, após uma briga envolvendo Luiz, sua mãe não permitiu que eles continuassem por lá.

Vizinhos dizem que surtos do padrasto eram comuns

O relato da vizinhança, porém, contradiz o depoimento de Camila. No local, os vizinhos dizem que os surtos do homem eram comuns e que ele fazia uso de drogas.

“Era muito agressivo quando estava sob efeito de drogas. A PM já foi acionada várias vezes para cá por conta de escândalos que ele promovido” disse uma mulher.

Uma técnica de enfermagem que trabalha próximo ao prédio onde tudo aconteceu, viu quando Luiz se jogou da cobertura, no 5° andar. contou “Ele, literalmente, deu um mortal e se jogou de cambalhota.”

Os moradores da Rua Cachambi ficaram inconformados.

Entre os objetos lançados por Luiz, havia um pote contendo um pó branco.

A delegada Marcia Beck ainda vai ouvir o pai biológico da criança, a mãe de Camila e a mãe de Luiz. Os depoimentos devem ser prestados ao longo da semana.

A perícia foi acionada para o local. A polícia informou que as investigações estão em andamento na 23ªDP (Méier) para apurar os fatos. A mãe da criança encontra-se, neste momento, prestando depoimento na unidade policial.

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Por Redação
Miséria.com.br

Jornalista Ricardo Cavalcante
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