Os suspeitos conseguiram fugir após a chegada dos agentes de segurança. Celulares, computadores e dinheiro foram levados pelo trio armado.
 
Uma instituição beneficente foi assaltada duas vezes, em dias seguidos, em Caucaia. Os casos foram registrados na última terça-feira (4) e quarta-feira (5). A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que Câmeras do sistema de videomonitoramento do lugar registraram a ação dos suspeitos. O caso vem sendo investigado por meio do 23° Distrito Policial (DP).
 
Conforme o diretor da Associação Pequeno Cotolengo Dom Orione, padre Ademar José dos Santos, os três suspeitos fugiram logo após a chegada dos agentes de segurança. O padre Ademar relata que o primeiro assalto aconteceu quando um trio abordou um segurança da ONG. “Ele foi abordado logo no portão, eles perguntavam (os suspeitos) sobre o pagamento dos funcionários, mas o segurança desconversou, então eles levaram o celular, aliança, dinheiro dele e coisas que tinham no carro”, afirmou.
 
No dia seguinte, na quarta-feira, três suspeitos armados, invadiram o lugar e ameaçaram os funcionários. De acordo com o padre, o trio levou celulares e laptops, bens do instituto e as chaves dos veículos que pertencem à associação. “Estavam com uma atitude ameaçadora, tinham um plano maior. Eles pegaram as chaves dos carros ,que a gente usa para os nossos assistidos. Acho que eles iriam querer pegá-los também”, conta.
 
No vídeo, é possível ver o instituto sendo invadido pelos suspeitos. Em seguida, o trio aborda as vítimas e continuam a invadir os cômodos do local, onde, empunhando armas, ameaçam os funcionários da associação.
 
Alvo
 
A Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou, em nota, que “a área é fiscalizada diariamente por viaturas do 12º Batalhão de Polícia Militar.” A Secretaria da Segurança informou que a Polícia Civil realiza diligências com o intuito de identificar e capturar os envolvidos no delito.
 
A Associação Pequeno Cotolengo Dom Orione tem o objetivo de ajudar pessoas com deficiência, com assistências para melhorar a qualidade de vida. A casa acolhe cerca de 145 pessoas, entre elas, 27 residem no local. “Eles não fizeram nenhum tipo de mal para os assistidos, mas, de qualquer forma, é uma agressão. Um dos nossos acolhidos entrou em crise logo em seguida”, acrescentou o padre.
 
Fonte: http://www.observadorindependente.com.br/
Jornalista Ricardo Cavalcante
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