Aposentada é curada da Covid-19 e agradece à equipe médica: “Dinheiro não compra saúde”

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A luta de Maria do Socorro Alves Bessa, de 68 anos, contra a Covid-19 – a doença causada pelo novo coronavírus – durou 15 dias. Desde que saiu da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Quixadá, em direção ao Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, o seu quadro foi piorando até que, no dia 17 de abril, recebeu alta. (Veja no video acima)

“Foi Jesus que me curou, muitas amizades, muitas orações, meus familiares e a equipe médica maravilhosa, tanto da UPA de Quixadá, quanto de Quixeramobim. Só tenho a agradecer a tudo e a todos”, ressalta a aposentada.

A família, segundo ela, ganhou mais um membro. “Fui super bem atendida por toda a equipe da UPA e pelo nosso médico maravilhoso, um filho a mais que eu ganhei”, conta sobre o diretor clínico da unidade, Omã Murab, com quem criou um vínculo fraterno e de respeito: “Se não fosse por ele, eu talvez nem tivesse aqui agora”.

Socorro Bessa deu entrada no Hospital referência da Covid-19 no Sertão Central após ter apresentado os primeiros sintomas na UPA de Quixadá. Fez exames, que depois vieram a testar positivo para a infecção viral, e ficou entubada por 10 dias, depois de a sua saúde se agravar.

Após o período mais delicado da doença, ela ficou por cinco dias em uma sala de isolamento e apresentou, diariamente, quadros clínicos melhores. “Quando sai da sala da UTI, tava morta como se diz pra gente. Fui pra sala de isolamento, repeti todos os exames, sem exceção de nenhum. A cada dia, estava melhor do que o outro, até o médico chegar e dizer: tá de alta”.

Hoje, Socorro Bessa acredita mais ainda na possibilidade de assistência do sistema público. “Dinheiro não compra saúde, quem garante saúde é equipe boa de médico. Um bom atendimento é que dá saúde porque eu não gastei um real e tô muito feliz”, avalia a aposentada.

Família

Durante o período em que a mãe passava por uma das suas maiores provações, a filha de Socorro, Amanda Bessa, de 32 anos, teve que se manter em isolamento. Nesse ínterim, ela e o marido apresentaram sintomas leves, mas conseguiram se curar em casa mesmo. Ao fim do dia, porém, a principal preocupação ainda era com a matriarca.

“Foi horrível porque a cada número que sobe nas estatísticas, a gente pensa que pode ser o nosso. Esses números são a mãe de alguém, o pai de alguém, o marido”, lembra.

Com os boletins médicos diários mostrando as melhoras do quadro de saúde da aposentada, quando a alta veio, a sensação foi “indescritível” para a filha. “Eu fico feliz de poder passar uma notícia boa em meio a tantas notícias ruins que vêm à tona”.

Via Diário do Nordeste

Jornalista Ricardo Cavalcante
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