A Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) anunciou, nesta segunda-feira (20), o cancelamento do XXII edital Ceará Junino. Lançado em 5 de fevereiro deste ano, o documento abria a possibilidade para que quadrilhas juninas pudessem se apresentar em diferentes polos da festa no Estado.

A partir de agora, mediante o anúncio, todas as ações previstas no edital estão canceladas para o exercício neste ano, não tendo qualquer eficácia as inscrições realizadas até o dia 15 de abril, data-limite anteriormente estabelecida.

Conforme a Secult, foram consideradas algumas questões importantes para a decisão. A primeira delas diz respeito ao decreto governamental que dispõe de uma série de medidas para enfrentamento e contenção da infecção provocada pelo novo coronavírus.

Na sequência, a pasta situa que os Festejos Ceará Junino é uma política de patrimônio cultural que compõe os Ciclos de Tradição do Ceará e que o mesmo possui toda uma pré-produção das quadrilhas, mobilizando grande número de pessoas em várias cidades cearenses e ocasionando aglomeração de milhares de brincantes, profissionais e o público em geral, além do intenso trânsito entre municípios do Estado.

A Secretaria da Cultura ainda considera a necessidade de garantir o cumprimento das medidas restritivas decretadas pelo Governo do Estado devido à situação excepcional em que estamos vivendo, preservando a saúde da população, sobretudo das pessoas mais vulneráveis à contaminação da doença.

POSSIBILIDADE

No anúncio, a pasta também informa que, reconhecendo a importância e grandeza do Movimento Junino, avaliará a possibilidade de fomento aos grupos de tradição popular do Estado por meio de ações específicas, considerando a situação emergencial, aspectos legais e condições de disponibilidade orçamentária e financeira.

Finaliza comunicando que ainda farão o próximo Ciclo Ceará Junino, descrito, pela Secretaria, como “uma grande festa da renovação e celebração da vida, movimentando a economia da cultura do festejo e mobilizando uma rede criativa e produtiva de pessoas e instituições”.

Via Diário do Nordeste

Jornalista Ricardo Cavalcante
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