Um jovem que trabalha como autônomo pagou R$ 1.200 por um celular e recebeu um pedaço de azulejo no lugar do aparelho durante a negociação no Centro de Fortaleza. O crime ocorreu no sábado (14).

“Ele chegou com uma mulher, eu testei o aparelho e ele informou que tinha a nota fiscal. Depois que eu entreguei o dinheiro, em um momento de descuido, ele trocou o celular e colocou a cerâmica no lugar”, relata a vítima.

A vítima registrou um Boletim de Ocorrência Eletrônico para denunciar o crime. O G1 solicitou nota à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e aguarda resposta.

Paulo Alisson de Souza Carioca completa 24 anos nesta segunda-feira (16) e o aparelho era um presente para ele próprio.

Paulo viu o aparelho anunciado em um site de vendas na internet no sábado. Ao demonstrar interesse, segundo o jovem, o vendedor do produto entrou em contato com ele e os dois iniciaram uma conversa no WhatsApp.

No mesmo dia, conforme Paulo Alisson, o vendedor do produto marcou um encontro com ele e sugeriu que o autônomo o esperasse em frente a uma galeria de lojas na Rua Senador Pompeu.

Durante a negociação, a vítima chegou a perguntar ao homem o motivo da venda e o vendedor do produto respondeu que queria pagar o aluguel e guardar uma parte do dinheiro caso os comércios fechassem novamente, se referindo ao lockdown que ocorreu na cidade por conta da pandemia do novo coronavírus.

Vendedor do celular chegou a informar a vítima que iria se desfazer do produto para poder pagar o aluguel e guardar parte do dinheiro. — Foto: Reprodução

Vendedor do celular chegou a informar a vítima que iria se desfazer do produto para poder pagar o aluguel e guardar parte do dinheiro. — Foto: Reprodução

Segundo Paulo, ele percebeu a troca ainda no local, depois de abrir com dificuldade a bolsa onde o suspeito supostamente havia guardado o aparelho. “Foi muito rápido, quando eu percebi ele e a mulher já tinham saído”, diz o autônomo.

Investigação

A Polícia Civil informou, através de nota, que realiza diligências para identificar os envolvidos no delito.

Via G1 Ce
Jornalista Ricardo Cavalcante
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